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Academias de bairro atraem quem busca treinar sem pressão pelo visual

Frequentadores relatam mais liberdade para escolher a roupa e um ambiente com menos preocupação com aparência e exposição nas redes sociais.

Academias de bairro atraem quem busca treinar sem pressão pelo visual

Para quem quer treinar sem transformar a ida à academia em uma produção, os espaços de bairro aparecem como alternativa às unidades de rede. Frequentadores relatam que nesses locais há mais liberdade para usar roupas confortáveis, variar o visual e praticar exercícios sem a sensação de estar sendo comparado.

Cleide Malta da Silva, de 54 anos, já frequentou uma academia de rede, mas preferiu voltar a um espaço de bairro depois de uma pausa nos treinos. Ela afirma que, no local atual, não precisa se preocupar em montar uma produção antes de sair do trabalho. “É para treinar, não para aparecer”, diz.

A rotina de Cleide inclui chegar do serviço, trocar de roupa e seguir para o exercício. A escolha pode ser uma legging e uma camiseta, sem a necessidade de combinar peças ou usar roupas específicas para chamar atenção.

Genilson Marinho Leão teve uma experiência parecida. Depois de anos treinando em uma academia de bairro, passou cerca de um mês em uma unidade de rede e decidiu retornar. Para ele, o ambiente anterior favorecia mais interação entre os alunos, que conversam, se conhecem e ajudam quando surge alguma dúvida durante o treino.

Ele também destaca a possibilidade de se vestir de maneira mais simples. Nesse tipo de academia, afirma, os frequentadores não precisam se preocupar em estar sempre arrumados ou em escolher um uniforme que corresponda ao espaço.

Gilson Kuriama percebeu a mesma diferença no comportamento das pessoas. Segundo ele, os alunos da academia de bairro sabem os nomes uns dos outros, conversam e se cumprimentam. “Ninguém aqui fica reparando, não fica querendo ser melhor em termos de uniforme”, relata.

Menos exposição durante o treino

Jucinei Rodrigues dos Santos, que trabalha há 24 anos com aulas, acompanha essa mudança no dia a dia. Para ele, os alunos encontram mais liberdade para escolher como querem chegar ao treino e não precisam seguir um padrão de aparência.

Jucinei também relaciona a preocupação com o visual à presença das redes sociais. Ele observa que algumas pessoas registram o treino, mostram a roupa ou exibem o corpo no Instagram.

Rafael Fidelis treina há cerca de cinco meses e prefere o ambiente mais tranquilo das academias de bairro. Ele percebe nas unidades de rede uma preocupação maior com status e exposição. No espaço que frequenta, aproveita uma camiseta de campeonato para treinar, uma escolha que combina com a busca por praticidade e menos visibilidade.

Texto produzido pela Redação Casa com Ideia com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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