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Como os tubos de kimberlito levam diamantes do manto à superfície

Erupções vulcânicas rápidas abrem caminhos para cristais formados sob alta pressão e calor extremo no interior da Terra.

Como os tubos de kimberlito levam diamantes do manto à superfície

As regiões produtoras de diamantes escondem estruturas geológicas capazes de transportar cristais formados no manto terrestre até a superfície. Esses caminhos são os tubos de kimberlito, chaminés criadas por erupções vulcânicas violentas e rápidas.

O caminho dos diamantes

Durante essas erupções, o magma rasga a crosta e leva materiais de grandes profundidades para cima. A velocidade do processo é importante porque impede que o mineral perca sua estrutura antes de chegar à superfície. Por isso, os tubos de kimberlito são considerados a fonte primária da maior parte das pedras valiosas encontradas no mundo.

Sem a pressão extrema e o trajeto aberto por antigos vulcões, os diamantes permaneceriam presos a centenas de quilômetros abaixo do solo.

Formação sob pressão e calor

O diamante se forma quando o carbono puro passa por uma transformação provocada por pressão elevada e calor intenso. Esse ambiente reorganiza os átomos em uma estrutura cristalina ao longo de bilhões de anos.

O processo ocorre em profundidades superiores a 150 km, onde a temperatura ultrapassa 1.000 °C. Nessas condições, o material adquire a estrutura considerada a mais dura do planeta. Depois, o magma precisa subir rapidamente para preservar o cristal.

Minerais que acompanham os diamantes

Os tubos também podem conter outros minerais usados para identificar as rochas do manto e estudar o solo. Entre eles estão as granadas avermelhadas, associadas à presença de rochas profundas; a ilmenita magnética, utilizada por geólogos no mapeamento; a olivina esverdeada, que compõe grande parte da rocha hospedeira; e o diópsido de cromo, de tom verde intenso.

Por que poucos vulcões carregam essas pedras?

A maioria das erupções ocorre em camadas rasas da crosta, onde a pressão não é suficiente para manter a estrutura do diamante. Quando o magma sobe lentamente, o calor pode transformar o cristal em grafite antes que ele alcance o ar livre.

Por esse motivo, as minas ficam em crateras antigas situadas sobre crátons, blocos continentais considerados muito estáveis.

Texto produzido pela Redação Casa com Ideia com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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