A rotina dos técnicos de mineração de lítio nas salinas inclui uma escala de 14 dias de trabalho por 14 dias de descanso em casa, com passagem paga. O profissional atua em regiões montanhosas da América do Sul, acima de quatro mil metros de altitude, onde o ar é rarefeito, o frio e o vento são fortes.
O salário chega perto de R$ 14 mil por mês. A valorização da função está ligada à corrida pelas baterias de carros elétricos e à disputa das empresas por profissionais dispostos a trabalhar em áreas isoladas.
Tarefas no campo
Uma das principais responsabilidades é acompanhar a evaporação da salmoura em grandes tanques e preservar a pureza do material. A rotina também envolve testar a densidade da água nas piscinas de evaporação e controlar as bombas que retiram o líquido do fundo da terra.
No laboratório de campo da usina, o técnico analisa amostras de químicos. Ele também deve garantir a segurança da equipe contra os gases da extração. O controle preciso das etapas evita a perda do ponto do mineral durante a secagem ao sol.
Exigências para trabalhar na área
A altitude torna o trabalho fisicamente exigente por causa da menor disponibilidade de oxigênio. O cansaço pode aparecer já nas primeiras horas de caminhada pelo canteiro de obras, o que exige preparo físico para a rotina nas montanhas.
Para buscar uma vaga, a formação indicada é um curso técnico voltado à mineração ou à química. A carteira de motorista ajuda na seleção, especialmente para conduzir veículos traçados em terreno de terra fofa.
O domínio do espanhol facilita a comunicação nas minas localizadas no interior do Chile e da Argentina. A extração usa bombas e tanques de evaporação, em uma operação diferente da mineração tradicional de pedras, que envolve quebrar montanhas.
O trabalho nas salinas exige lidar com o isolamento e com as condições climáticas do local. Em troca, a função oferece remuneração de perto de R$ 14 mil mensais e uma escala que alterna períodos de serviço e descanso em casa.







