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Gestão provisória da Santa Casa pode ter auditoria com apoio federal

Secretário de Saúde de Campo Grande pediu ajuda ao Ministério da Saúde para acompanhar as finanças e os recursos repassados ao hospital.

Gestão provisória da Santa Casa pode ter auditoria com apoio federal

O secretário municipal de Saúde, Marcelo Vilela, pediu apoio ao Ministério da Saúde para fiscalizar as finanças da Santa Casa de Campo Grande. A possibilidade é que técnicos federais sejam enviados para avaliar a situação, mas ainda não há confirmação do ministério nem data para uma eventual auditoria.

Vilela afirmou nesta segunda-feira (28), durante a prestação de contas da Sesau na Câmara Municipal, que deve se reunir nesta semana com Luiz Alberto Kanamura, gestor provisório nomeado pela Justiça. O encontro também deverá contar com a participação do Ministério Público.

O secretário disse que espera maior transparência na utilização dos recursos públicos destinados ao hospital. “Nós cobrávamos a transparência do recurso”, afirmou. Ele também mencionou a possibilidade de criar uma comissão com integrantes do município, do Estado e da Santa Casa para acompanhar o custeio, mas a formação do grupo não foi anunciada.

Medidas de fiscalização

Antes da mudança de comando, Vilela já havia defendido o acesso às contas da instituição. Em junho, quando a Santa Casa solicitava aumento de R$ 15 milhões mensais nos repasses, o secretário afirmou que era necessário conhecer o custo real dos atendimentos antes de discutir novos valores. Também cobrou o cumprimento das metas contratadas pelo SUS e apoiou a realização de uma perícia judicial.

O secretário estadual de Saúde, Maurício Simões, igualmente considerou necessária a análise das contas para esclarecer os custos e o déficit informado pelo hospital. A discussão faz parte de uma ação civil pública do Ministério Público. Um acordo emergencial firmado em dezembro de 2025 já previa auditoria externa, prestação de contas e acompanhamento da aplicação dos recursos.

Durante a apresentação na Câmara, Vilela relatou ter ido ao Ministério da Saúde com a prefeita Adriane Lopes (PP). Ele conversou com representantes do Derac e protocolou um documento sobre a Santa Casa. Também procurou o Conasems. A Sesau apresentou ainda a auditoria especial nº 653, que continua em andamento.

Mudança no comando

A Operação Antidotum, em setembro, passou a investigar suspeitas de irregularidades em contratos e pagamentos da Santa Casa. A apuração levou à prisão de integrantes da antiga direção, enquanto as defesas dos investigados contestam as acusações.

A Justiça afastou a diretoria da entidade mantenedora e nomeou Kanamura para administrar a instituição por 180 dias. Entre suas atribuições estão reorganizar contratos, negociar com fornecedores e tomar medidas urgentes. Ele também terá de encaminhar ao Judiciário relatórios mensais sobre as áreas administrativa, financeira e operacional.

Com a decisão, a posse de Heitor Rodrigues Freire na presidência, prevista para esta segunda-feira, foi cancelada. Kanamura passou a exercer a gestão provisória, sem assumir oficialmente a presidência.

Vilela também voltou a citar os R$ 4 milhões destinados à compra de insumos: R$ 1 milhão da Prefeitura e R$ 3 milhões do Estado. O secretário disse acreditar que o dinheiro estará disponível até sexta-feira (2).

Texto produzido pela Redação Casa com Ideia com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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