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Move Brasil financia veículos para 437 motoristas em Mato Grosso do Sul

Programa destinou R$ 45 milhões a motoristas de aplicativo e taxistas, com linhas para veículos de até R$ 200 mil.

Move Brasil financia veículos para 437 motoristas em Mato Grosso do Sul

O programa Move Brasil aprovou R$ 45 milhões em financiamentos para 437 motoristas de aplicativo e taxistas no estado, conforme dados do BNDES (Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social). A média é de R$ 102 mil por cliente.

Do total liberado, R$ 40,1 milhões foram destinados a motoristas de aplicativos e R$ 4,9 milhões a taxistas. Mulheres que trabalham nessas atividades receberam R$ 5,3 milhões em financiamentos.

O Banco do Brasil concentra a maior parte das operações, com R$ 31,8 milhões e mais de 300 clientes atendidos. A Caixa Econômica Federal, o Sicredi e o Sicoob não informaram quantos participantes do programa foram atendidos em Mato Grosso do Sul.

Como funciona o financiamento

O programa financia veículos de até R$ 200 mil, com pagamento em até 84 parcelas. A taxa de juros é de 12,6% ao ano para homens e de 11,5% ao ano para mulheres, já com spread e taxas bancárias incluídos.

A linha permite a compra de veículos novos, incluindo modelos elétricos, híbridos e flex. Também é possível financiar modelos utilitários. Motoristas de aplicativo e entregadores precisam ter cadastro ativo na plataforma há pelo menos 6 meses e realizar ao menos 100 corridas nesse período na mesma plataforma.

Para os taxistas, é necessário manter licenças e registros ativos nos órgãos de trânsito, além de regularidade fiscal. O Programa BNDES Move Motoristas, que inicialmente era temporário, passou a funcionar como uma linha permanente de apoio aos profissionais que usam o veículo como ferramenta de trabalho.

Motorista optou por carro elétrico

Kátia Cardoso, de 47 anos, trabalha como motorista de aplicativo e decidiu substituir o carro usado no dia a dia por um modelo elétrico. Ela iniciou o processo de compra antes de 25 de agosto e adquiriu um BYD Mini por R$ 109.990 à vista dentro do programa.

Segundo Kátia, o financiamento cobriu 100% do valor, com juros de 0,90%. As primeiras parcelas, entre novembro e fevereiro, serão de R$ 1.005. A partir de março do próximo ano, o valor passará para R$ 2.207. Até o momento, ela ainda aguarda a entrega do veículo.

A motorista também relatou uma parceria do programa com o Banco do Brasil e a Uber. Parte do valor das parcelas será diluída e, a partir da 12ª parcela, ela deverá receber valores de volta pelo aplicativo. O total previsto é de R$ 7,5 mil, quando atingir 3,5 parcelas.

Kátia compara os custos do novo veículo com as despesas do Kwid que utiliza atualmente. Ela calcula um gasto de aproximadamente R$ 4 mil com parcela, gasolina, seguro e manutenção. Com o carro elétrico, estima fazer quatro recargas por semana, ao custo de aproximadamente R$ 150 semanais.

A motorista trabalha de segunda a sexta-feira, começa a jornada entre 4h30 e 5h e informa ter renda bruta mensal entre R$ 7 mil e R$ 8 mil.

Avaliação da associação de motoristas

Paulo Pinheiro, presidente da Applic-MS (Associação de Parceiros de Aplicativos de Transporte de Passageiros e Motoristas Autônomos de Mato Grosso do Sul), afirma que a compra do próprio veículo pode reduzir os custos mensais dos profissionais.

Ele cita a diferença entre adquirir um carro e continuar pagando aluguel, além da economia associada aos modelos elétricos. Para Pinheiro, a economia pode chegar a 70% para quem usa carro elétrico, enquanto a redução relacionada ao aluguel pode ficar em torno de 40%.

Texto produzido pela Redação Casa com Ideia com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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