Os mercados iniciam esta quinta-feira (10) pressionados pela alta do petróleo, que voltou a superar 100 dólares por barril. O movimento ganhou força após o Irã indicar disposição para intensificar a guerra no Oriente Médio, aumentando o receio de uma interrupção prolongada no Estreito de Ormuz.
Na quarta-feira, o Ibovespa caiu 0,93% e terminou aos 185.629,04 pontos. Por volta das 7h de Brasília, o petróleo Brent subia 1,43%, para 102,66 dólares por barril. O WTI avançava 1,76%, cotado a 97,74 dólares.
O bitcoin também operava em baixa, com recuo de 1,50% em 24 horas e cotação de 77.932 dólares. O comportamento refletia a cautela antes da divulgação de indicadores considerados importantes pelos investidores.
Agenda econômica internacional
Nos Estados Unidos, o mercado espera o índice de preços ao produtor de agosto, dado que pode influenciar os próximos passos do Federal Reserve. Também estão previstos os pedidos de seguro-desemprego. Após o encerramento dos negócios, a Oracle divulga seus resultados, acompanhados como um indicador do interesse por inteligência artificial.
Na Europa, a expectativa é de que o Banco Central Europeu eleve os juros para 2,5%. Depois da decisão, a presidente da instituição, Christine Lagarde, fará uma entrevista coletiva. Na Ásia, o Nikkei fechou com alta de 0,2%, aos 65.270,95 pontos, enquanto o Hang Seng recuou 1,27%.
Brasil acompanha dados e cenário político
O dólar encerrou a quarta-feira em alta de 0,52%, a 5,1123 reais. Nesta quinta-feira, o IBGE divulga a Pesquisa Mensal de Serviços de julho. Analistas projetam crescimento de 0,2% na margem.
O AtlasIntel também deve divulgar uma pesquisa eleitoral sobre a disputa entre Luiz Inácio Lula da Silva e Flávio Bolsonaro, com perguntas relacionadas ao caso Banco Master.
No Supremo Tribunal Federal, Edson Fachin suspendeu decisões de André Mendonça e Flávio Dino sobre o comando da Polícia Federal. Fachin também retirou Alexandre de Moraes da relatoria do inquérito das fake news. Moraes havia anunciado um pronunciamento no STF às 11h, mas cancelou a fala.
Na véspera, o governo abriu crédito de 6,6 bilhões de reais para subvenções a combustíveis, principalmente o diesel, e reduziu tributos federais sobre gasolina e etanol. A medida busca limitar o impacto da alta do petróleo sobre os preços internos.







