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Lula contesta dependência do futebol em relação às apostas e fala em proibição

Presidente voltou a criticar as bets, citou impactos sociais e rejeitou a ideia de que o setor seja essencial para o futebol brasileiro.

Lula contesta dependência do futebol em relação às apostas e fala em proibição

O impacto econômico das apostas entrou no centro do debate após o presidente Luiz Inácio Lula da Silva contestar a dependência do futebol brasileiro em relação às empresas do setor. Em comício nesta sexta-feira (18), ele afirmou que clubes do país já conquistaram títulos mundiais antes da expansão das bets e rejeitou a previsão de uma crise incontornável caso as plataformas sejam retiradas do mercado.

“Então esse negócio de que se acabar com as bets vai acabar com o futebol é uma balela”, declarou Lula.

A Associação Nacional de Jogos e Loterias (ANJL) estima que a redução dos investimentos das empresas possa chegar a R$ 9 bilhões até 2029, quando terminam as licenças atuais de operação. Clubes, emissoras e representantes do mercado regulamentado defendem a manutenção da atividade legal e citam receitas tributárias, empregos e patrocínios. Também argumentam que o combate deve priorizar as plataformas clandestinas.

Críticas aos efeitos sociais

Durante o discurso, Lula disse que pretende acabar com as plataformas de apostas no país se a decisão depender de sua vontade pessoal. Ao falar sobre os efeitos do jogo, relatou o caso de uma mulher que, segundo ele, tentou se matar três vezes.

“Se depender da minha vontade pessoal, eu vou acabar com as bets neste país”, afirmou o presidente.

Na quarta-feira (16), em entrevista ao Desce a Letra Show, Lula já havia manifestado essa disposição, mas ressaltou que, como presidente, precisaria ouvir outros setores e avaliar as consequências de uma eventual medida. Em abril, ele também reconheceu que uma proibição não dependeria apenas da Presidência e envolveria o Congresso Nacional.

As regras das apostas são federais, e mudanças estruturais no modelo exigem a participação do Legislativo. O governo discute possíveis restrições, enquanto entidades ligadas ao futebol e empresas autorizadas defendem a continuidade do mercado regulamentado.

Um levantamento do Centro de Pesquisa em Macroeconomia das Desigualdades (Made), da Universidade de São Paulo (USP), calculou que a redução do consumo associada às bets retirou da atividade econômica brasileira entre R$ 120 bilhões e R$ 141 bilhões em 2025. O estudo também apontou possíveis efeitos sobre o endividamento das famílias.

A ANJL contesta a relação direta entre plataformas regulamentadas e endividamento. A entidade afirma que as empresas autorizadas não aceitam cartão de crédito e que a regulamentação criou mecanismos de controle, arrecadação e fiscalização.

Texto produzido pela Redação Casa com Ideia com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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