A inflação medida pelo IPCA registrou deflação de 0,32% em agosto, depois de subir 0,07% em julho. A mediana das projeções apontava queda de 0,29%, enquanto as estimativas variavam de 0,20% a 0,37% de recuo.
O movimento foi acompanhado por uma forte queda nos preços administrados, que passaram de alta de 0,27% em julho para redução de 1,25% em agosto. O resultado ficou abaixo da mediana prevista, de queda de 1,19%.
Nos serviços, a alta dos preços diminuiu de 0,54% para 0,03%, também abaixo da projeção mediana, de 0,08%. Entre os serviços subjacentes, a desaceleração foi menor: a variação passou de 0,42% para 0,40%, ante estimativa intermediária de 0,41%.
Bens industriais avançam
Os bens industriais seguiram em sentido contrário. Depois de registrarem queda de 0,10% em julho, tiveram alta de 0,43% em agosto. A variação superou a projeção intermediária, que indicava aumento de 0,39%.
No conjunto dos preços livres, a variação ficou perto da estabilidade. O indicador saiu de 0,00% em julho para 0,01% em agosto, abaixo dos 0,04% esperados.
Indicadores de núcleo
A média dos cinco núcleos de inflação do IPCA ficou em 0,23% em agosto, ante 0,26% em julho e esperado pelo mercado. O cálculo foi feito pelos economistas Christian Meduna e Carlos Lopes, do Banco BV, e divulgado nesta segunda-feira (14).
Três dos cinco indicadores desaceleraram. O IPCA-EX0 passou de 0,30% para 0,17%; o IPCA Dupla Ponderação, de 0,17% para 0,14%; e o IPCA P-55, de 0,28% para 0,27%.
Na outra direção, o IPCA-EX3 acelerou de 0,25% para 0,28%. O IPCA de Médias Aparadas e Suavizadas permaneceu em 0,29%.







