SÃO PAULO — O ministro da Fazenda, Dario Durigan, afirmou nesta segunda-feira (14) que o governo pretende encerrar a gestão com superávit fiscal e criar condições para resultados positivos recorrentes. A declaração foi dada durante o Seminário Brasil Hoje, promovido pelo Esfera Brasil, em São Paulo (SP).
Questionado sobre a possibilidade de redução da taxa básica de juros em um eventual governo Lula 4, Durigan respondeu afirmativamente. Ele relacionou a queda dos juros à melhora da percepção sobre as contas públicas e ao esforço do governo para organizar o ambiente fiscal.
“O compromisso é seguir aperfeiçoando, entregando um superávit no último ano de uma gestão”, disse o ministro. Segundo ele, a meta é alcançar um patamar que permita a manutenção de superávits recorrentes.
Participação do Estado
Durigan afirmou que a Fazenda deverá atuar nos setores em que o empresariado não demonstrar disposição para investir. A proposta, conforme explicou, combina a presença do Estado com a atuação do mercado, mantendo as contas públicas organizadas.
Na avaliação do ministro, o Estado deve ter um tamanho capaz de responder às necessidades da sociedade brasileira. Quando o mercado não tiver interesse em determinados investimentos, o governo poderá participar para apoiar o desenvolvimento e ajudar na redução dos juros.
Ele também afirmou que o governo diminuiu o gasto obrigatório e apresentou um orçamento limitado pelo arcabouço. Com isso, o crescimento das despesas obrigatórias ficará abaixo do crescimento geral.
Pressão internacional
Durigan atribuiu parte das dificuldades econômicas às instabilidades provocadas pela extrema direita no mundo. Ele citou Estados Unidos, Alemanha, Reino Unido e Japão, que, segundo o ministro, estão pagando taxas de juros elevadas para rolar suas dívidas, em níveis que não eram vistos há muito tempo.
Para Durigan, esse cenário também tem provocado pressão inflacionária em diferentes países. O ministro afirmou ainda que o governo passou os últimos três anos e meio dando transparência e pactuando os caminhos para o futuro fiscal.







