O dólar à vista terminou a terça-feira com alta de 0,10%, cotado a R$5,1543. A moeda acumulou baixa de 6,10% no ano, em uma sessão de oscilações limitadas no mercado brasileiro.
A cotação mínima foi de R$5,1268, queda de 0,43%, às 9h48. A máxima chegou a R$5,1634, alta de 0,28%, às 12h02. No mercado futuro, o contrato para outubro avançava 0,15% às 17h05, negociado a R$5,1715 na B3.
A movimentação ocorreu enquanto investidores acompanhavam uma nova pesquisa CNT/MDA e a reunião de ministros do STF sobre a possível abertura de investigação contra Alexandre de Moraes no caso Master.
Na simulação de segundo turno, Luiz Inácio Lula da Silva aparece com 47,3% das intenções de voto, contra 40% de Flávio Bolsonaro. A margem de erro é de 2,2 pontos percentuais. Na segunda-feira, levantamentos da Quaest e do instituto Nexus indicaram empate técnico entre os dois.
O resultado da CNT/MDA contrastou com as apostas do Polymarket, mercado de predição sediado nos Estados Unidos. Na plataforma, Flávio tinha 52% das apostas de vitória, enquanto Lula somava 45%.
José Faria Júnior, diretor da Wagner Investimentos, avaliou em relatório a clientes que os dados poderiam trazer otimismo ao mercado, mas lembrou a eleição de 2014, quando uma pesquisa colocou Aécio à frente de Dilma no segundo turno e o resultado final foi diferente.
No STF, Alexandre de Moraes negou irregularidades em manifestação entregue a Edson Fachin, presidente da corte. O ministro afirmou ser alvo de uma investigação ilegal, com motivação político-eleitoral e de vingança, em razão de sua atuação no processo contra Jair Bolsonaro por tentativa de golpe.
Para Jefferson Rugik, diretor da Correparti Corretora, o mercado aguardava a definição sobre o STF e evitava assumir posições. “O mercado está de lado, ninguém quer apostar em nada”, afirmou.
No exterior, o dólar também registrava mudanças modestas diante do peso chileno, do rand sul-africano e do peso mexicano. Às 17h08, o índice da moeda norte-americana subia 0,16%, a 99,645.
No início do pregão, o Banco Central realizou dois leilões simultâneos: vendeu US$1 bilhão à vista e ofereceu 20.000 contratos, no valor de US$1 bilhão, de swap cambial reverso. No fim da manhã, a autoridade vendeu ainda 50.000 contratos de swap cambial tradicional para rolar o vencimento de 1º de outubro. As operações, conhecidas como casadão, têm efeito considerado nulo sobre a cotação, porque envolvem venda e compra de US$1 bilhão em pontas diferentes.








