O dólar à vista recuou 0,79% nesta terça-feira e terminou o pregão a R$5,0892, menor cotação desde 7 de agosto, quando havia chegado a R$5,0845. Com o resultado, a moeda passou a acumular queda de 7,28% no ano.
O movimento ocorreu em um dia de repercussão para o mercado de duas pesquisas sobre a disputa pelo Planalto e de novos desdobramentos no Supremo Tribunal Federal (STF). O dólar futuro para outubro, contrato mais negociado na B3, caía 0,78% às 17h05, aos R$5,1135.
Pesquisas alteram equilíbrio eleitoral
Divulgado na terça-feira, o levantamento BTG/Nexus mostrou o senador Flávio Bolsonaro com 46% das intenções de voto no segundo turno, contra 45% do presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Como a margem de erro é de 2 pontos percentuais, os dois aparecem tecnicamente empatados. Na rodada anterior, Flávio tinha 45% e Lula, 46%.
Na segunda-feira, com o mercado brasileiro fechado por causa do Dia da Independência, a pesquisa Quaest registrou 41% para cada candidato. A margem de erro também era de 2 pontos percentuais. Antes, Lula tinha 42% e Flávio somava 41%.
As sondagens impulsionaram o Ibovespa e o real, enquanto as taxas futuras recuaram. Em avaliações recentes, pesquisas que indicaram uma disputa mais apertada já vinham associadas à baixa do dólar ante o real.
Disputa no STF entra no radar
Além do cenário eleitoral, investidores acompanharam a crise entre ministros do STF. André Mendonça determinou o afastamento do diretor-geral da Polícia Federal, Andrei Rodrigues, e do diretor de inteligência da corporação, Leandro Almada.
Mendonça é relator do caso do Banco Master e trava um embate com Alexandre de Moraes. Na quinta-feira passada, Moraes havia se baseado em relatórios de inteligência da Polícia Federal para pedir investigações contra Mendonça.
Flávio é um dos principais críticos de Moraes, que foi relator do processo de tentativa de golpe de Estado que levou à condenação do ex-presidente Jair Bolsonaro. Para Jefferson Rugik, diretor da Correparti Corretora, “o dólar está cedendo ante o real por conta da eleição mais acirrada”.
A moeda atingiu R$5,1289 às 9h15 e chegou à mínima de R$5,0713 durante o pregão. No exterior, o índice do dólar subia 0,03%, a 98,863, às 17h07. No fim da manhã, o Banco Central vendeu 50.000 contratos de swap cambial para rolagem do vencimento de 1º de outubro, sem efeito nas cotações.







