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Dívida estudantil aumenta interesse de jovens pelo alistamento militar nos EUA

Com débitos de US$ 1,86 trilhão, jovens americanos veem nas Forças Armadas uma forma de aliviar parcelas e financiar projetos pessoais.

Dívida estudantil aumenta interesse de jovens pelo alistamento militar nos EUA

O alistamento nas Forças Armadas dos Estados Unidos alcançou, no ano passado, o maior nível em mais de uma década. O avanço ocorre enquanto a dívida estudantil do país se aproxima de US$ 2 trilhões e o governo de Donald Trump reduz ou elimina programas de alívio financeiro criados durante a gestão de Joe Biden.

Estimativas da Education Data Initiative indicam que metade dos universitários americanos precisou de recursos do Estado para pagar os estudos. Ao todo, 43 milhões de pessoas carregam algum tipo de dívida estudantil, que pode continuar depois da formatura. No primeiro trimestre de 2026, o total chegou a US$ 1,86 trilhão, valor semelhante ao Produto Interno Bruto da Turquia.

A mudança nos programas de perdão elevou o valor das parcelas e a inadimplência. Em fevereiro, 25% dos pagamentos estavam atrasados. Para Jay Fleischman, advogado-gestor da MoneyWise Law, os devedores organizaram planos financeiros e profissionais com base nas regras anteriormente apresentadas pelo governo. Na avaliação dele, as novas medidas podem prejudicar o caminho de milhões de pessoas até o perdão dos débitos.

Benefícios militares e alívio financeiro

Além de oferecer salário, as Forças Armadas têm programas que permitem reduzir parte ou quitar completamente empréstimos estudantis. Em troca, o militar precisa cumprir pelo menos 10 anos de serviço na ativa.

Abigail Silver entrou nesse modelo e escolheu o abatimento parcial de uma dívida de US$ 70 mil. Ela afirmou que a decisão permite direcionar uma parcela maior do salário para investimentos, economizar para comprar uma casa e cuidar de outros objetivos financeiros.

O professor associado de economia da Universidade do Tennessee, Michael Kofoed, relacionou o aumento dos alistamentos às condições do mercado de trabalho. Segundo ele, períodos de expansão econômica reduzem o interesse pela carreira militar, enquanto uma economia enfraquecida torna essa opção mais atraente.

O Pentágono não aponta oficialmente as dificuldades financeiras dos americanos como causa do crescimento no número de recrutas. Desde a chegada de Trump ao poder, o secretário de Defesa, Pete Hegseth, promove uma agenda de maior militarização da sociedade por meio de discursos, ações e campanhas de alistamento.

O governo também apresentou um orçamento de Defesa de US$ 1,5 trilhão, o maior da História, ainda pendente de aprovação no Congresso. Em mensagem à Bloomberg, o porta-voz-chefe do Pentágono, Sean Parnell, disse que jovens americanos estão mais orgulhosos de servir nas Forças Armadas.

Risco de envio para zonas de combate

Os incentivos financeiros, porém, convivem com uma rotina militar que pode ser mais dura do que a apresentada por recrutadores, panfletos e produções de Hollywood. A participação dos Estados Unidos em novos conflitos também pode levar jovens recém-alistados a zonas de combate poucas semanas depois da assinatura dos contratos.

Um oficial dos Fuzileiros Navais que trabalhou como recrutador por três anos contou, em 2025, que recebe perguntas de jovens sem conhecimento básico sobre a corporação. Alguns, segundo ele, confundem os Fuzileiros com uma força policial.

No fim de agosto, o ex-oficial do Exército canadense Al Jaff defendeu, em artigo no Jerusalem Post, a ampliação dos programas de perdão de dívidas como forma de obter mais recrutas para uma guerra total contra o Irã. Ele afirmou que a situação econômica de americanos endividados poderia ser usada pelo Pentágono e pelo governo Trump para atrair soldados.

O porta-voz da Chancelaria iraniana, Esmail Baghaei, criticou a proposta na rede social X. Ele questionou por que americanos deveriam aceitar o perdão de suas dívidas para lutar em um conflito que, segundo sua avaliação, Israel quer manter e ampliar.

Texto produzido pela Redação Casa com Ideia com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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