MATO GROSSO DO SUL — Mato Grosso do Sul tinha 307 mil trabalhadores por conta própria em 2025. Desse total, 95 mil possuíam registro no CNPJ, o equivalente a 30,8%, segundo a PNAD Contínua divulgada pelo IBGE nesta quarta-feira (23).
Apesar de o número de pessoas com CNPJ ter aumentado em relação a 2024, quando eram 94 mil, a proporção caiu. Naquele ano, havia 295 mil trabalhadores por conta própria e 32,1% tinham registro empresarial — uma redução de 1,3 ponto percentual em um ano.
Evolução do registro entre autônomos
No início da série histórica, em 2012, Mato Grosso do Sul tinha 224 mil pessoas trabalhando por conta própria. Apenas 32 mil, ou 14,3%, tinham CNPJ. O percentual avançou ao longo dos anos, chegou a 32,1% em 2024 e recuou para 30,8% em 2025.
Na comparação entre os estados, Mato Grosso do Sul ficou com o sétimo maior percentual. Santa Catarina liderou, com 41,4%, seguida por São Paulo, com 39,4%. O Pará registrou o menor índice, de 6,6%.
Entre os homens que trabalhavam por conta própria, 31,2% tinham CNPJ. No grupo de mulheres, o percentual era de 30%. Dos 307 mil trabalhadores, 193 mil eram homens e 114 mil eram mulheres.
Registro é mais comum entre empregadores
A presença do CNPJ foi maior entre empregadores. Em 2025, Mato Grosso do Sul tinha cerca de 81 mil pessoas nessa condição, das quais 66 mil atuavam em empreendimentos registrados. O percentual chegou a 81,2%, ante 79% em 2024, uma alta de 2,2 pontos percentuais.
Esse foi o segundo maior resultado da série histórica iniciada em 2012. O recorde ocorreu em 2023, com 83,4%. O menor índice foi registrado em 2019, com 66,5%, enquanto em 2012 o percentual era de 76,3%.
Entre os estados, Mato Grosso do Sul ficou na oitava posição. Santa Catarina teve 94,2% e São Paulo, 92,2%. O Pará apresentou o menor percentual, de 49,1%.
Dos 81 mil empregadores, 59 mil eram homens e 22 mil eram mulheres. O registro alcançava 82,8% dos homens e 76,6% das mulheres, diferença de 6,2 pontos percentuais.
O IBGE ressalta que o indicador mostra a existência de registro formal do empreendimento. Ele não identifica diretamente casos de pejotização nem permite concluir, sozinho, que uma relação de trabalho tenha sido transformada em contratação de pessoa jurídica.
Veículos aparecem como local de trabalho
A pesquisa também analisou onde as pessoas exerciam o trabalho principal. Em 2025, Mato Grosso do Sul tinha 1,145 milhão de pessoas ocupadas, considerando a população de 14 anos ou mais.
O estabelecimento do próprio empreendimento concentrava 627 mil trabalhadores, ou 54,7% do total. Outros 181 mil, equivalentes a 15,8%, trabalhavam em locais indicados pelo empregador, patrão ou freguês. Já 144 mil, ou 12,6%, atuavam em fazendas, sítios, granjas, chácaras ou locais semelhantes.
O veículo automotor era o local de trabalho de 90 mil pessoas, correspondente a 7,9% dos ocupados. Em 2012, eram 33 mil trabalhadores nessa situação, ou 3,7%.
Mato Grosso do Sul teve o maior percentual do país de pessoas ocupadas que trabalhavam em veículos automotores. Pernambuco apareceu com 7,6%, e Rondônia, com 3%. A categoria pode incluir motoristas e entregadores de aplicativos, mas o levantamento não permite afirmar que todos os 90 mil trabalhadores exercessem essas atividades.







