Ideias para a sua casa
Bolso

Projeto em análise pode mudar confirmação de operações para clientes idosos

Proposta prevê autenticação adicional facultativa para clientes com 60 anos ou mais, mas ainda não está valendo nem exige autorização de familiares.

Projeto em análise pode mudar confirmação de operações para clientes idosos

Clientes com 60 anos ou mais ainda não precisam de autorização de filhos, familiares ou responsáveis para movimentar o próprio dinheiro. O Projeto de Lei 1.453/2026, porém, prevê uma etapa adicional de autenticação para algumas operações financeiras, caso avance no Congresso e entre em vigor.

A proposta pode alcançar transferências, pagamentos, contratação de crédito e alteração de dados bancários. Ela não determina o bloqueio automático de movimentações nem transforma a idade em motivo para retirar a autonomia financeira do titular da conta.

Proposta ainda está em análise

Em 20 de setembro de 2026, o projeto continuava em tramitação na Câmara dos Deputados e estava pronto para pauta na Comissão de Defesa dos Direitos da Pessoa Idosa. O texto ainda não havia concluído a passagem pelas comissões e não tinha se tornado lei.

Por isso, nenhuma obrigação nova passou a valer para pessoas com 60 anos ou mais. Pix, pagamentos, empréstimos e outras operações continuam seguindo as regras atuais das instituições financeiras.

Como a autenticação poderia funcionar

O texto original foi apresentado em março de 2026 e prevê que os bancos ofereçam gratuitamente um mecanismo adicional de autenticação. A adesão seria facultativa: o próprio cliente poderia decidir se deseja ativar a proteção.

Na primeira versão, o titular poderia indicar uma pessoa de confiança para confirmar certas operações. Essa indicação não transformaria o escolhido em dono da conta, procurador automático ou responsável legal. Também não daria acesso geral ao saldo, ao extrato ou ao histórico financeiro.

Durante a análise na Câmara, surgiu uma alternativa: substituir a confirmação por uma autenticação acionada conforme o risco da operação e o comportamento habitual do cliente. Uma movimentação fora do padrão poderia exigir uma etapa extra, enquanto operações recorrentes e compatíveis com o histórico poderiam ficar fora desse procedimento.

O que vale para quem tem 60 anos ou mais

A proposta usa 60 anos como limite para definir o grupo protegido. Assim, pessoas com 60, 64 ou 70 anos se enquadrariam na mesma faixa, sem categorias diferentes dentro do projeto.

O parecer do relator é favorável e inclui um substitutivo, mas o formato ainda pode mudar durante a tramitação. A autenticação adicional só poderá ser tratada como regra bancária definitiva após eventual aprovação do Congresso, sanção e entrada em vigor.

Enquanto isso, completar 60, 64 ou 70 anos não cria autorização bancária obrigatória por idade. O Estatuto da Pessoa Idosa usa 60 anos como referência para a proteção jurídica, mas as regras atuais das instituições financeiras e as normas do sistema financeiro continuam valendo.

Texto produzido pela Redação Casa com Ideia com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

Receba nossa newsletterUma seleção diária, direto na sua caixa de entrada.

As mais lidas

  1. 1
  2. 2
  3. 3
  4. 4
  5. 5