A Apollo 12 pousou na Lua a apenas 180 metros da Surveyor 3, sonda da NASA que havia chegado ao solo lunar em 1967 e deixado de transmitir sinais. O encontro aconteceu dois anos e meio depois e permitiu que dois astronautas fossem até o equipamento desativado.
A aproximação fazia parte de um teste de pouso de precisão. A Surveyor 3 foi escolhida como alvo para avaliar os sistemas de navegação e mostrar que a nave poderia alcançar um ponto pequeno na superfície lunar. A distância também é descrita como 600 pés.
A visita à sonda
Depois de sair do módulo, os astronautas caminharam pela superfície até a cratera onde a Surveyor 3 estava. Durante a visita, fotografaram as partes metálicas da sonda, retiraram pedaços da estrutura de alumínio com um alicate especial e guardaram a câmera de televisão original em um saco de amostras fechado.
O material levado à Terra permitiu analisar como peças expostas à radiação por quase três anos resistiram ao ambiente lunar. As informações foram usadas pelos cientistas no estudo da resistência de componentes destinados a viagens espaciais.
Uma bactéria da atmosfera terrestre também foi encontrada viva dentro da câmera de vídeo. A possibilidade de contaminação durante o trajeto de volta levou a um reforço nos cuidados de esterilização antes dos lançamentos.
O pouso próximo da Surveyor 3 também demonstrou a capacidade de atingir alvos pequenos em outro mundo. Essa lógica de navegação passou a ser associada a missões que enviam máquinas para crateras do planeta vermelho e a projetos de construção de bases fora da Terra.







