MATO GROSSO DO SUL — Doenças do aparelho circulatório e tumores concentram as principais internações e mortes no estado. Em 2026, os dois grupos somaram 7.771 casos, conforme o Relatório Detalhado do Segundo Quadrimestre de 2026, divulgado nesta sexta-feira (2) pela Secretaria de Estado de Saúde (SES).
Os registros de 2026 ainda são parciais e podem ser atualizados até o fim do ano. Por esse motivo, o documento não compara os dados do período com os resultados de anos anteriores. A análise histórica consolidada considera os anos de 2020 a 2025.
Entre as internações registradas em 2026, as doenças do aparelho circulatório aparecem em primeiro lugar, seguidas por tumores, doenças do aparelho respiratório, causas externas de morbidade e mortalidade e doenças do aparelho digestivo. A mesma ordem havia sido observada no ano anterior.
De 2022 a 2025, as internações por tumores cresceram 10,19%. No mesmo intervalo, os registros de doenças do aparelho circulatório caíram 4,79%, enquanto as causas externas de morbidade e mortalidade recuaram 1,81%.
Também houve alta de 7,59% nas internações relacionadas ao aparelho respiratório em 2025 e de 3,66% nos casos de doenças do aparelho digestivo no mesmo ano.
Principais causas de morte
Os cinco grupos que lideram as internações também aparecem entre as principais causas de morte em 2026, mas com uma mudança no ranking: as causas externas de morbidade e mortalidade ocupam a terceira posição, e as doenças do aparelho respiratório ficam em quarto lugar.
As doenças do aparelho circulatório lideraram a série histórica como principal grupo de causas de morte no estado e tiveram crescimento de 1,56%. O relatório afirma que esse grupo representa parcela importante da mortalidade estadual e evidencia a predominância das Doenças Crônicas Não Transmissíveis no perfil da população.
As mortes por câncer, que aparecem em segundo lugar, aumentaram 17,90% entre 2020 e 2025. No mesmo período, os óbitos por doenças do aparelho respiratório cresceram 29,74%; os relacionados a doenças do aparelho digestivo, 24,65%; e os decorrentes de causas externas de morbidade e mortalidade, 10,27%.
O documento também chama atenção para doenças endócrinas, nutricionais e metabólicas, que exigem acompanhamento contínuo diante da transição demográfica e epidemiológica e do aumento da prevalência de condições crônicas na população.







