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Rotina de cuidados ajuda Antônio a seguir sem álcool e retomar vínculos

Aos 68 anos, ele combina atendimento no CAPS AD, grupos de apoio e convivência para enfrentar o medo de recaídas.

Rotina de cuidados ajuda Antônio a seguir sem álcool e retomar vínculos

Aos 68 anos, Antônio organiza a semana com compromissos que o ajudam a manter a vida sem álcool. De segunda a sexta-feira, passa as manhãs no CAPS AD de Campo Grande. À tarde, volta para casa, onde vive sozinho com seus 3 cachorros caramelos. Também participa de um grupo de apoio e frequenta um centro de convivência para idosos.

“Antes eu não tinha nada, era vazio”, diz. A rotina ocupa parte do tempo que, durante muitos anos, foi tomado pela bebida e cria oportunidades de conversa e convivência. Antônio afirma estar há um bom tempo sem beber, mas ainda convive diariamente com o medo de uma recaída.

Tratamento e grupos de apoio

Antônio frequenta o CAPS AD desde 2006. No serviço, encontra acompanhamento e um espaço considerado seguro para continuar o tratamento. Ele foi entrevistado em um sábado pela manhã, ao lado do psicólogo Mauro Corsini, que o atende.

O consumo de álcool começou na adolescência, quando ele tinha 16 anos e saía com amigos para as discotecas de Campo Grande. Com o tempo, a bebida passou a ocupar também os dias. Antônio relata que já bebeu continuamente, sem comer ou tomar água, até precisar de atendimento na UPA.

“Eu sou compulsivo. Se eu tomar um gole, não paro mais. Eu paro na UPA, porque eu vou lá passando mal, vomitando sangue”, afirma.

Ele calcula ter passado por quatro ou cinco internações, duas delas fora de Campo Grande. Procurou um grupo de AA pela primeira vez em 1976 e, há cerca de dois meses, começou a participar de reuniões dos NA. A busca ocorreu porque não encontrou um grupo de AA perto de casa, mas ele diz reconhecer nas experiências dos participantes situações que pode levar para a própria vida.

Com o apoio do CAPS, Antônio também passou a frequentar um CCI às terças e quintas-feiras à tarde. Ainda está conhecendo as pessoas e se adaptando às atividades.

Família e atendimento público

Antônio nunca morou na rua e atribui à mãe o apoio recebido nos períodos mais difíceis. Segundo ele, ela também ajudou a criar seus quatro filhos. Hoje, ele não vê os filhos há mais de seis anos. Voltou a visitar a mãe, que está acamada, e espera reconstruir gradualmente os vínculos familiares.

Ele mora em casa própria e recebe uma renda do INSS. Cuidar das despesas e das tarefas do cotidiano faz parte da rotina que tenta manter. “Tenho muito medo do álcool. Eu sei do meu problema. Eu sei os sofrimentos que passei. Então, não quero passar mais.”

De acordo com Mauro Corsini, da Rede Municipal de Atenção Psicossocial, Campo Grande tem dois CAPS AD. Pessoas com problemas relacionados ao uso de álcool e outras drogas podem procurar diretamente uma das unidades, sem encaminhamento.

No primeiro atendimento, é elaborado um plano de cuidado individual, que pode incluir consultas, grupos, acompanhamento individual e, quando necessário, acolhimento em leito. A abstinência não é exigida para receber atendimento.

O CAPS AD IV Fátima M. Medeiros fica na Rua Theotônio Rosa Pires, 19, no Jardim São Bento, e atende as regiões Centro, Bandeira, Prosa e Segredo de Campo Grande. O CAPS AD III Guanandi está na Rua Manuel da Costa Lima, 3272, no bairro Guanandi, com atendimento às regiões Anhanduizinho, Imbirussu e Lagoa.

*Antônio é um nome fictício usado a pedido do entrevistado para preservar sua identidade.

Texto produzido pela Redação Casa com Ideia com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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