CAMPO GRANDE — Planos de saúde para animais podem ajudar tutores a organizar as despesas com consultas, exames, vacinas, cirurgias, banho e tosa. Na cidade, há opções oferecidas por clínicas e também modalidades nacionais, com mensalidades entre R$ 14,90 e R$ 199,90. Em muitos casos, existe cobrança de coparticipação.
A escolha depende da cobertura contratada e da frequência de uso. Alguns planos locais concentram os serviços em vacinas, banho e tosa. Outros incluem consultas e exames, enquanto os planos nacionais costumam permitir atendimento em diferentes clínicas e oferecer uma cobertura mais ampla.
O que avaliar antes de contratar
Além da mensalidade, o tutor precisa considerar a cobrança complementar feita na clínica ou no cartão. Esse formato é chamado de coparticipação e pode ser aplicado aos atendimentos utilizados.
Na clínica Bourgelat, que oferece o serviço desde 2000, a maior parte dos pets incluídos é formada por animais idosos ou que precisam de cuidados estéticos semanais, como banho e tosa. O veterinário Antonio Defanti Junior afirma que os clientes também procuram o plano com foco em prevenção e previsibilidade dos gastos.
"Para a clínica, o plano também representa uma estratégia de fidelização dos clientes", diz Antonio.
A experiência de Deborah Nunes, 26 anos, envolve dois animais. Ela contratou um plano nacional para Vicente, um vira-lata caramelo, e Tequila, uma pug. A tutora já gastou mais de R$ 3 mil em tratamentos e cirurgias da cadela, que tem dermatite atópica e problemas respiratórios.
Vicente vivia nas ruas, tem a pata traseira amputada e já levou Deborah a desembolsar mais de R$ 1 mil em tratamentos. Para os dois animais, o plano é uma maneira de tentar reduzir despesas diante dos problemas de saúde.
Microchip e cobertura
A empresa contratada por Deborah também garantiu a aplicação de microchip nos pets. A tecnologia funciona como uma espécie de documento de identidade e pode ser usada em caso de perda ou para evitar fraudes no atendimento.
Claudine Segovia, 50 anos, contratou um plano para Tody, um shih-tzu de 1 ano e meio. A decisão ganhou importância depois que o animal passou por uma cirurgia nos cotovelos. Para ela, a mensalidade somada à coparticipação fica mais acessível diante dos custos com vacinas, consultas, cirurgias e atendimentos em geral.
Assim, o plano tende a fazer mais sentido para quem busca acompanhamento frequente, tem um animal idoso ou enfrenta tratamentos recorrentes. A análise deve levar em conta quais serviços estão incluídos e quanto será cobrado a cada utilização.







