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MasSpec Pen avança em testes para uso contra tumores

Tecnologia criada por Livia Eberlin é avaliada em hospitais dos EUA e do Brasil para orientar cirurgias contra o câncer.

MasSpec Pen avança em testes para uso contra tumores

A MasSpec Pen, tecnologia criada pela cientista brasileira Livia Eberlin, está na fase final de validação para câncer de pulmão e de mama e perto de ser submetida à análise do FDA, órgão de vigilância sanitária dos Estados Unidos. O equipamento já é vendido para pesquisa e também passa por seis testes clínicos em hospitais norte-americanos.

A caneta foi desenvolvida para indicar, durante a cirurgia, se o tecido analisado é saudável ou cancerígeno. O resultado sai em cerca de 10 segundos, sem a necessidade de biópsia ou de enviar uma amostra ao laboratório. A precisão informada é de 96,5%.

No Brasil, a tecnologia é testada pelo Hospital Israelita Albert Einstein e pela Unicamp, onde Livia se formou em química. O sistema já é validado para cirurgias de pulmão, tireoide e boca. De acordo com a cientista, também pode identificar tumores benignos e endometriose.

A análise começa quando a caneta entra em contato com o tecido e libera uma gota-d’água, que absorve moléculas. Esse material é levado a um espectrômetro de massas. Com o apoio de inteligência artificial, o sistema aponta a presença de células tumorais. “Essa informação não existia na sala de cirurgia”, afirma Livia.

A pesquisa começou em 2008, durante o doutorado da cientista em química analítica. Antes disso, aos 19 anos, ela havia conquistado uma bolsa de estágio na Universidade Purdue, nos Estados Unidos. No pós-doutorado em Stanford, seu trabalho com ferramentas de diagnóstico de câncer ganhou reconhecimento.

Livia recebeu, em 2014, um prêmio da L’Oréal para cientistas mulheres. No ano seguinte, entrou na lista Forbes Under 30 dos EUA e, em 2018, recebeu a bolsa para “gênios” da Fundação MacArthur. Em 2017, a publicação do paper provocou uma explosão de interesse pela tecnologia. Dois anos depois, ela fundou uma startup para comercializar o sistema.

Aos 40 anos, a cientista já levantou mais de US$ 25 milhões para financiar a pesquisa. Após dois anos de pausa na pandemia, os estudos clínicos avançaram. Livia também planeja novas versões, incluindo uma caneta voltada ao câncer de boca. “É um equipamento acessível, pode beneficiar pacientes e cirurgiões no mundo todo.”

Texto produzido pela Redação Casa com Ideia com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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