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Implante experimental converte intenção de fala em voz para paciente com ELA

Terence Mandable usou a atividade cerebral para formar palavras e recuperar a comunicação por meio de voz sintetizada.

Implante experimental converte intenção de fala em voz para paciente com ELA
Foto: Divulgação/Neuralink Terry Mandable se emocionou quando a tecnologia experimental da Neuralink

Terence “Terry” Mandable, de Washington, D.C., voltou a se comunicar por meio da fala após receber um implante cerebral experimental da Neuralink. O dispositivo transforma sinais ligados à intenção de falar em palavras e, depois, em voz sintetizada.

Mandable é o terceiro participante do estudo de voz da empresa. Em uma demonstração, ele pensou nas palavras “eu te amo”. O sistema reconheceu os sinais cerebrais, exibiu a frase em uma tela e reproduziu o conteúdo em voz alta para Lori, sua mulher.

Como o sistema transforma sinais em fala

O implante foi colocado em uma região do cérebro associada aos movimentos da fala. Segundo a Neuralink, os eletrodos registram a atividade de milhares de neurônios, enquanto algoritmos de inteligência artificial aprendem a identificar padrões relacionados à intenção de falar.

Depois do treinamento, a tecnologia consegue converter os sinais cerebrais em texto e, posteriormente, em voz. Para Mandable, o recurso pode ajudar na retomada de conversas e de atividades que dependem da comunicação.

Diagnóstico e limitações do estudo

Mandable recebeu o diagnóstico de esclerose lateral amiotrófica (ELA) em 2024. Com o avanço da doença, perdeu gradualmente a capacidade de falar, o que prejudicou a comunicação com familiares, amigos e colegas. Antes do diagnóstico, ele havia sido promovido a sócio da empresa onde trabalhava, mas se afastou profissionalmente conforme os sintomas avançaram.

Lori descreve Terry como uma pessoa extrovertida e comunicativa e afirma que acompanhar a perda da fala tem sido doloroso. Mandable espera que a tecnologia permita sua participação nas conversas.

O implante ainda está em fase experimental e não recebeu aprovação da FDA, agência reguladora dos Estados Unidos, para uso geral. A Neuralink afirma que os dispositivos continuam em investigação e que os resultados de um participante não necessariamente se repetirão em outros pacientes.

Fundada por Elon Musk, a empresa desenvolve interfaces cérebro-computador capazes de registrar sinais neurais e permitir a comunicação entre o cérebro e computadores.

Texto produzido pela Redação Casa com Ideia com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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