Encontrar uma hérnia de disco em um exame não significa, necessariamente, que ela seja a causa da dor ou que a pessoa ficará limitada. Para compreender o quadro, é importante observar como o corpo funciona de forma integrada.
Ao longo dos anos, dores, lesões, alterações nos movimentos e hábitos repetitivos podem levar o corpo a criar compensações. Essas mudanças interferem na distribuição de cargas, na movimentação das articulações e na manutenção do equilíbrio corporal.
Por isso, olhar somente para a imagem do exame pode não ser suficiente. A avaliação precisa considerar o conjunto de movimentos e os desequilíbrios que podem estar relacionados à forma como a pessoa lida com as cargas do cotidiano.
Como a fisioterapia pode atuar
O tratamento fisioterapêutico deve ser individualizado, conforme a avaliação e as necessidades de cada pessoa. A proposta é identificar desequilíbrios, melhorar a qualidade dos movimentos e ajudar o corpo a desenvolver estratégias mais eficientes para lidar com as atividades do dia a dia.
Assim, o diagnóstico não precisa ser visto como o fim da história. Ele pode indicar que o corpo precisa de atenção e de uma análise mais ampla, sem tratar apenas o que apareceu no exame.
A orientação é procurar compreender o que o corpo está comunicando e buscar uma avaliação adequada antes de definir o tratamento.
A Dra. Thais Cristina Leite é fisioterapeuta, formada em 2004 pela UCDB (Universidade Católica Dom Bosco), e tem 20 anos de prática clínica. Ela também é especialista em Gestão em Saúde/Educação Especial e Inclusiva e tem formação em terapia manual, liberação miofascial, mobilização neural, ventosaterapia, terapia floral, método ProCURE, análise corporal e outras técnicas integrativas e complementares em saúde.








