CAMPO GRANDE — Wellython Dias de Oliveira, 22 anos, e Gustavo Henrique Nunes dos Santos, 21 anos, foram presos em flagrante após, em 36 dias, invadirem as casas de dois coronéis da Polícia Militar. A segunda prisão ocorreu na quarta-feira (30), depois que a dupla teria entrado na residência de um coronel aposentado, no Bairro Montevidéu.
A Polícia Militar chegou aos suspeitos por causa de um celular deixado na calçada, perto do imóvel. Em um terreno baldio na Rua Elias Budib, as equipes encontraram uma espingarda calibre 12 com bolsa de transporte, seis munições, um tablet e cinco relógios enrolados em uma camiseta. Os bens foram avaliados em R$ 15,1 mil e devolvidos ao proprietário.
Primeiro caso
O primeiro furto ocorreu em 25 de agosto, no Bairro Santa Fé. Conforme a denúncia do Ministério Público de Mato Grosso do Sul, Wellython, Gustavo e Nicolas Fontoura da Cruza, 21 anos, arrombaram o portão e uma janela dos fundos da residência de um oficial da PM para levar joias e garrafas de uísque.
Wellython teria ficado na vigilância, em um VW Gol branco, enquanto Nicolas e Gustavo entravam no imóvel. Câmeras de segurança registraram a ação. Depois, os três fugiram no carro conduzido por Wellython. Eles foram presos e permaneceram em silêncio durante o depoimento. Nicolas continua custodiado em uma unidade penal.
A denúncia foi recebida em 11 de setembro pela juíza Eucelia Moreira Cassal. Não há informação sobre quando Wellython e Gustavo foram soltos antes da nova prisão.
Na ocorrência mais recente, Wellython admitiu ter usado uma chave de fenda para arrombar a casa, mas negou a participação de Gustavo. Ele afirmou que agiu com outro homem e vendeu um relógio por R$ 200. Gustavo também negou o furto e disse que apenas comprou o acessório para ajudar o amigo de infância. Durante a oitiva, acusou os policiais de agressão física.
Os dois foram autuados por furto qualificado e porte ilegal de arma de fogo de uso restrito. A Polícia Civil pediu a prisão preventiva dos suspeitos.







