CAMPO GRANDE — Um celular esquecido perto da casa de um coronel aposentado da Polícia Militar ajudou a polícia a localizar dois suspeitos de furto, recuperar uma espingarda calibre 12 e restituir objetos avaliados em R$ 15.170,00. O crime aconteceu na tarde de quarta-feira (30), no Bairro Jardim Montevidéu.
A vítima, de 57 anos, encontrou o aparelho na rua durante a apuração do arrombamento e o entregou aos militares. Enquanto a equipe verificava o telefone, a namorada do dono ligou. Atendida pelos policiais, ela informou o endereço do rapaz.
No local indicado, Wellython Dias de Oliveira, de 22 anos, foi abordado ao chegar em um carro de aplicativo. Questionado sobre o celular, ele confessou participação no crime e apontou onde estariam o outro suspeito e parte dos objetos levados.
Objetos recuperados
As equipes seguiram para o Bairro Caiobá e encontraram Gustavo Henrique Nunes dos Santos, de 21 anos. Ele usava um dos relógios furtados no pulso. Em um terreno baldio na Rua Elias Budib, os policiais localizaram uma espingarda calibre 12 com bolsa de transporte, seis munições, um tablet e cinco relógios de pulso enrolados em uma camiseta.
Os itens foram avaliados em R$ 15.170,00 e devolvidos ao proprietário. A dupla foi levada para a Depac (Delegacia de Pronto Atendimento Comunitário) Cepol, onde prestou depoimento ao delegado Felipe de Oliveira Paiva.
Wellython afirmou que arrombou a porta com uma chave de fenda na companhia de outro homem, conhecido como “Marquinho”, e tentou afastar Gustavo da invasão. Ele disse que o colega teria comprado um relógio e uma corrente por R$ 200 para ajudá-lo a encontrar compradores.
Gustavo negou participação no furto e declarou que apenas comprou o relógio por R$ 200 para ajudar Wellython financeiramente. Durante o depoimento, também acusou os policiais de agressão física durante a abordagem, alegando que teve a cabeça batida contra a parede e recebeu um golpe no rosto.
Os dois foram autuados em flagrante por furto qualificado e porte ilegal de arma de fogo de uso restrito. A Polícia Civil pediu à Justiça a conversão das prisões em preventivas.







