APARECIDA DO TABOADO — Uma mulher de 68 anos pediu medidas protetivas contra o filho após relatar agressão e ameaças de morte durante uma disputa pela chácara onde vive. O caso foi registrado nesta quarta-feira (30), em Aparecida do Taboado, a 458 quilômetros de Campo Grande.
A propriedade foi partilhada entre a idosa e os três filhos depois da morte do marido, há cerca de três anos. Ela, porém, manteve o direito de usufruto e continuou morando no local.
Na quarta-feira, a mulher havia ido à casa da filha para uma consulta médica e exames cardíacos. Por volta das 18h30, quando voltou para a chácara, teria sido impedida pelo filho de entrar no imóvel. Durante a discussão, segundo o relato registrado no boletim de ocorrência, ele a empurrou, e ela caiu no chão. A idosa disse não ter se ferido.
A filha interveio para proteger a mãe e pegou um pedaço de pau para evitar uma nova agressão. Ainda conforme o registro, o homem teria ofendido as duas, afirmado que a propriedade pertencia a ele e dito que mataria a mãe sem dó. Ele também teria filmado a idosa e a irmã, alegando que um advogado o orientou a registrar as imagens para impedir o retorno delas ao local.
Conflitos anteriores
A mulher afirmou que os problemas começaram depois da morte do marido. Segundo ela, o filho passou a pressioná-la para deixar a residência e, em momentos em que precisava de ajuda, teria deixado de fornecer comida e água.
Há cerca de dois meses, durante uma crise de reumatismo, a idosa utilizou cadeira de rodas e disse que precisava da filha para receber ajuda na propriedade. Ela também relatou que o filho criava conflitos com a irmã e que, em uma ocasião, teria agredido a própria filha.
A família já havia procurado a polícia em 2018 para denunciar ameaças atribuídas ao homem. A idosa contou ainda que portas da casa foram quebradas e que ele teria tentado danificar a porta do quarto onde ela dorme. Ela disse não saber se o filho tem arma de fogo.
A vítima manifestou interesse em representar criminalmente contra o filho e pediu que ele seja retirado da residência. Ela pretende continuar morando na chácara e não aceitou ser encaminhada para um abrigo provisório. Também recebeu orientações sobre assistência social, atendimento psicológico e assistência jurídica gratuita da Defensoria Pública.








