BRUXELAS — A proposta de criar um vínculo de membro associado entre o Canadá e a União Europeia (UE) foi apresentada durante a visita do primeiro-ministro canadense, Mark Carney, ao Parlamento Europeu, em Estrasburgo. Ele fará um discurso nesta quinta-feira (17).
A iniciativa partiu da presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, na quarta-feira (16). O plano prevê que o Canadá se torne o primeiro membro associado do bloco e inclui a possibilidade de adesão ao futuro Conselho Europeu de Segurança, que também reuniria o Reino Unido e a Noruega.
Resposta às ameaças de Washington
A manifestação da UE ocorreu depois de Donald Trump classificar a proposta como um ato hostil. Na noite de quarta-feira (16), o presidente dos Estados Unidos ameaçou impor tarifas muito sérias ou interromper as relações comerciais com o bloco.
Olof Gill, porta-voz de Comércio da Comissão Europeia, afirmou que a aproximação com o governo canadense não foi concebida como uma ação contra os Estados Unidos. “A proposta para reforçar nossa parceria com o Canadá não é direcionada contra ninguém”, declarou.
A proposta foi feita em um momento de distanciamento entre Bruxelas, Ottawa e Washington. Estados Unidos, Canadá e União Europeia mantêm relações tradicionais, mas a iniciativa europeia provocou reação do presidente republicano.
Como funcionaria o vínculo
O estatuto de membro associado não está definido juridicamente pelos tratados da UE. A Alemanha já propôs essa alternativa para a Ucrânia e indicou que o modelo permitiria a participação em reuniões e cúpulas europeias, sem direito a voto.
A medida discutida com o Canadá, portanto, ainda depende da definição do formato. A proposta também relaciona a aproximação do país ao futuro Conselho Europeu de Segurança, estrutura que teria a participação do Reino Unido e da Noruega.








