A União Europeia alertou que qualquer restrição à exportação de diesel teria efeitos severos sobre o desempenho econômico do bloco. O encarregado de Comércio da UE, Maros Sefcovic, fez o alerta nesta quinta-feira (1º), após conversar com o representante comercial americano, Jamieson Greer, durante a reunião do G20 em Wisconsin.
Sefcovic classificou uma eventual medida como inesperada para os europeus e afirmou que os dois lados decidiram manter contato próximo para evitar surpresas. “Teria consequências muito dramáticas para nosso desempenho econômico”, disse.
Enquanto isso, os Estados Unidos pressionam a Europa a aumentar a oferta do combustível. O secretário do Tesouro americano, Scott Bessent, pediu que os países europeus acelerem compromissos já assumidos e coloquem imediatamente volumes adicionais de diesel no mercado, com o objetivo de aliviar as atuais perturbações e conter a alta dos preços.
Em uma publicação no X, Bessent afirmou que agricultores, transportadores rodoviários e empresas americanas não deveriam assumir sozinhos os efeitos de uma escassez mundial. Um funcionário americano declarou que seria do interesse da Europa cooperar com Washington na busca por diferentes formas de ampliar a oferta de produtos refinados e reduzir os custos para os consumidores.
A oferta de diesel é afetada pela guerra no Oriente Médio e pelo conflito na Ucrânia. Os Estados Unidos tentam conter a disparada dos preços, que permanecem em níveis recorde e atingem diferentes setores da economia.
Reservas e possibilidade de restrição
O presidente Donald Trump afirmou, na quarta-feira, que ainda avaliava proibir as exportações americanas de diesel. Ao mesmo tempo, disse acreditar que a medida poderia aumentar os preços da gasolina. “Estou pensando nisso”, declarou a jornalistas no Salão Oval.
O secretário de Energia, Chris Wright, afirmou ao lado de Trump que faria em breve anúncios sobre novos suprimentos de diesel vindos de parceiros europeus. Segundo ele, os volumes adicionais fariam os preços cair de forma significativa.
A Presidência francesa informou que não recebeu pedido para liberar reservas estratégicas durante o encontro entre Emmanuel Macron e Trump à margem da Assembleia Geral da ONU, na semana passada. Macron deverá convocar uma reunião por videoconferência dos líderes do G7 para discutir mecanismos de resposta à alta dos preços, incluindo a coordenação para uma possível liberação de reservas.








