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Polícia investiga triplo homicídio ordenado por chamada de vídeo em Nova Andradina

Depoimentos apontam que suspeitos mapearam o local, exibiram fotos das vítimas e organizaram o ataque no mesmo dia do crime.

Polícia investiga triplo homicídio ordenado por chamada de vídeo em Nova Andradina

A Polícia Civil investiga um triplo homicídio ocorrido na noite de sábado (19), no distrito de Nova Casa Verde, em Nova Andradina, a 298 quilômetros de Campo Grande. Três pessoas morreram e um adolescente de 14 anos ficou ferido. Conforme os depoimentos reunidos no caso, o ataque teria sido determinado pelo Comando Vermelho durante uma chamada de vídeo com a câmera desligada.

Karina Aparecida Chuba, 34 anos, disse que os envolvidos começaram a tratar da ação naquela tarde. Ela afirmou que os integrantes da facção no distrito recebiam ordens sem conhecer os superiores pessoalmente. “A gente não conhece ninguém pessoalmente”, declarou em depoimento.

Segundo Karina, sua função era observar as ruas, acompanhar a movimentação policial e identificar pontos de venda de drogas no distrito. Pelo levantamento e pelo apoio aos executores, ela receberia entre R$ 5 mil e R$ 7 mil. Um dos envolvidos teria chegado de ônibus a Nova Casa Verde horas antes dos homicídios e usado a localização enviada pelo celular dela para encontrar o endereço.

Marcos Gabriel Antônio do Nascimento contou que Bruno Gabriel Nunes Rocha, conhecido como “BG”, e o homem chamado de “Pit Bull” estiveram armados em sua casa e mostraram fotografias das pessoas que seriam mortas. De acordo com Marcos, os suspeitos também tentaram obrigá-lo a se aliar a uma organização criminosa.

Bruno admitiu ter pilotado a motocicleta usada para levar o atirador e a arma até o local. Ele também declarou que recebeu uma ligação de criminosos que tentavam filiar seu irmão ao Comando Vermelho. Após a recusa, aceitou transportar uma mulher em troca de combustível e pagamento posterior.

Fuga e apreensões

Após o ataque, dois suspeitos fugiram em uma motocicleta vermelha no sentido da área urbana de Nova Andradina. A Força Tática localizou um veículo com características semelhantes no km 17 da MS-134. Os ocupantes abandonaram a moto ao perceber a aproximação policial.

Bruno, de 19 anos, foi detido com um revólver Taurus calibre .38, carregado com quatro munições, sendo duas deflagradas. A motocicleta foi identificada como a utilizada pelos executores, conforme os autos. O segundo homem fugiu pela vegetação e não havia sido encontrado até o encerramento das diligências descritas no documento.

Na casa onde Karina foi localizada, os policiais apreenderam 15 gramas de cocaína, 11 munições calibre .38, um celular e uma bolsa com documentos de terceiros. A perícia preliminar apontou resultado positivo para cocaína.

A Polícia Civil indiciou os quatro presos por crimes ligados ao triplo homicídio e à organização criminosa. Karina e Bruno também responderão por tráfico de drogas e posse irregular de arma de fogo, conforme o auto de prisão em flagrante. Carlos Kaike Antônio dos Santos negou envolvimento nos homicídios.

Como ocorreu o ataque

O crime aconteceu por volta das 21h30, em uma casa na Rua Avelino Maria. Dois homens chegaram de motocicleta, entraram no imóvel e dispararam contra os moradores. Daniel Matos Alves, 32 anos; Eliane Franco, 37; e Raissa Franco, 21, morreram no local.

Um adolescente de 14 anos foi atingido e socorrido em estado grave. Uma criança de 5 anos estava na residência, mas não foi ferida. A perícia encontrou cápsulas, projéteis, três celulares e 28 gramas de maconha. Também foram recolhidas cápsulas com aparência de calibre 9 milímetros, cuja confirmação ainda dependia de análise pericial.

Na frente da casa havia uma pichação com a inscrição “CV”. Uma câmera de segurança de um imóvel próximo foi localizada, mas as imagens ainda não tinham sido recolhidas durante o atendimento.

A investigação apura a motivação, a participação individual dos presos e a localização de “Pit Bull”. Uma das versões apresentadas por Bruno relaciona o ataque à vingança pela morte de um integrante do Comando Vermelho conhecido como “Filipinho”, supostamente assassinado dias antes por integrantes do PCC. A informação ainda é investigada.

Texto produzido pela Redação Casa com Ideia com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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