Simone Tebet (PSB) e Guilherme Derrite (PP) entraram em confronto durante um debate entre candidatos ao Senado por São Paulo. A discussão envolveu o chamado PL das Facções, a atuação de Derrite na segurança pública e um contrato entre a Secretaria de Segurança Pública de São Paulo e o Banco Master.
Tebet afirmou que o projeto relatado por Derrite teria concentrado as punições nos integrantes de menor escalão das organizações criminosas e retirado mecanismos que poderiam alcançar os chefes das facções. Entre os pontos citados por ela estão mudanças na competência do Tribunal do Júri e no combate ao patrimônio das organizações.
“[O projeto] puniu o andar de baixo, o pequenininho que está com a arma na mão, mas protegeu as organizações criminosas”, disse a candidata.
Derrite negou que sua atuação tenha favorecido organizações criminosas. Ele defendeu o PL das Facções como instrumento jurídico para combater a lavagem de dinheiro e mencionou medidas relacionadas ao perdimento de bens e à intervenção em empresas usadas para ocultar recursos.
Questionamentos sobre o Banco Master
O embate também incluiu as relações de dirigentes do PP com o banqueiro Daniel Vorcaro. Tebet disse que o partido deveria prestar esclarecimentos e questionou Derrite sobre a renovação de um contrato com o Banco Master quando ele ocupava a Secretaria de Segurança Pública de São Paulo.
A candidata afirmou que a renovação teria ocorrido no final do ano passado, depois de o escândalo já ter sido denunciado e perto da prisão do banqueiro. Segundo Tebet, o contrato envolveria crédito consignado para servidores públicos militares e Derrite ainda não teria explicado sua atuação no caso.
Derrite negou relação pessoal ou contratual com o Banco Master e afirmou que nunca recebeu nem conversou com Vorcaro ou representantes da instituição. De acordo com o candidato, o crédito consignado foi contratado antes de sua gestão, em 2022, diretamente com a Polícia Militar. Ele também disse que a Secretaria de Segurança Pública não interferia no contrato.
Segurança pública
Antes da discussão sobre o projeto, Tebet criticou a situação da segurança pública paulista. Ela afirmou que a Polícia Civil estaria sucateada, com falta de policiais e baixa taxa de conclusão das investigações, além de questionar a valorização dos agentes e a saúde mental dos policiais.
Derrite atribuiu os problemas à impunidade e defendeu mudanças na legislação criminal. Ele também criticou a participação de Tebet no governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva e afirmou que ela esconderia seus apoios políticos durante a campanha.
Tebet respondeu que não esconde o apoio a Lula e que tem orgulho de ter participado do governo, apesar de divergências políticas e econômicas. Depois, voltou a questionar a atuação de Derrite e retomou o caso Banco Master.







