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Guilherme Derrite disputa Senado com histórico marcado por segurança e controvérsias

Ex-secretário de Segurança de São Paulo, o deputado federal baseia sua trajetória política no endurecimento contra o crime.

Quem é Guilherme Derrite? Entenda as polêmicas do candidato ao Senado em São Paulo
Foto: Fernando Frazão/Agência Brasil/editada com IA

Guilherme Derrite disputa o Senado por São Paulo em 2026 pelo Progressistas (PP), depois de deixar o cargo de secretário de Segurança Pública no governo de Tarcísio de Freitas. Policial militar da reserva e deputado federal, ele construiu a carreira política com foco no endurecimento da segurança pública e alinhamento ao campo conservador.

Nascido em Sorocaba em 10 de outubro de 1984, Derrite ingressou na Academia de Polícia Militar do Barro Branco em 2003. Passou pelo 14º Batalhão e pela Rota, unidade de elite da Polícia Militar paulista. Em 2018, ao atingir a patente de capitão, foi para a reserva e iniciou a carreira eleitoral.

Durante a passagem pela Rota, foi investigado em sete inquéritos relacionados a mortes decorrentes de intervenções policiais. Seis deles tratavam de dez mortes em operações realizadas ao longo de três anos e nove meses. Um sétimo caso envolvia uma operação com seis mortos e policiais presos por tortura e assassinato. Derrite não foi denunciado criminalmente nesses inquéritos.

Eleito deputado federal pelo PP em 2018, com 119.034 votos, foi reeleito em 2022 pelo PL, com 239.772 votos. No Congresso, atuou em temas ligados à legislação penal e às atribuições das forças policiais.

Gestão na Segurança Pública

Na gestão de Derrite, as mortes provocadas por policiais militares em serviço passaram de 262 em 2022 para 357 em 2023 e 653 em 2024, conforme dados do Ministério Público de São Paulo compilados pelo Gaesp. No ano seguinte, foram registradas 672 mortes em intervenções de PMs em serviço.

As Operações Escudo e Verão, iniciadas em julho de 2023 após o assassinato do soldado Patrick Bastos Reis, no Guarujá, resultaram oficialmente em 84 mortes de civis e três mortes de policiais militares. Relatórios reuniram denúncias de abusos, tortura, invasões de domicílios, alteração de cenas de crime e obstrução de câmeras corporais.

Derrite também foi questionado no caso do empresário Antônio Vinícius Lopes Gritzbach, morto no Aeroporto Internacional de Guarulhos em novembro de 2024. Em 2025, o Ministério Público denunciou 18 policiais militares por crimes relacionados ao caso. Três foram acusados de participação direta na execução.

Atuação no Congresso e candidatura

Ao reassumir o mandato parlamentar, Derrite relatou o projeto que deu origem ao Marco Legal do Combate ao Crime Organizado, conhecido como Lei Antifacção. Entre as mudanças propostas, estava a previsão de que a atuação da Polícia Federal em determinadas investigações dependesse de provocação ou solicitação das autoridades estaduais.

Em 2024, ele também voltou à Câmara para relatar o projeto que extinguia as saídas temporárias de presos. A proposta foi aprovada pelo Congresso no mesmo ano, após a derrubada do veto presidencial.

Derrite deixou definitivamente a Secretaria de Segurança Pública em dezembro de 2025. Em 2026, lançou a candidatura ao Senado pelo Progressistas, no contexto da federação União Progressista, com apoio de Tarcísio de Freitas e alinhamento à candidatura presidencial de Flávio Bolsonaro. No mesmo ano, passou a integrar a comissão especial que analisa a redução da maioridade penal e defendeu a medida.

Texto produzido pela Redação Casa com Ideia com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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