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Suspensão de aulas após tempestade muda rotina de famílias em Campo Grande

Pais recorreram a babás, familiares e até levaram os filhos ao trabalho após o aviso de suspensão das aulas.

Suspensão de aulas após tempestade muda rotina de famílias em Campo Grande

A suspensão das aulas após a tempestade que atingiu a cidade na quinta-feira (10) obrigou famílias a reorganizar a rotina às pressas. Enquanto alguns pais recorreram a babás e familiares, outros levaram os filhos para o trabalho. A falta de energia elétrica por mais de 12 horas aumentou as dificuldades em algumas casas.

A assistente administrativa Bruna de Azevedo Silva, 27 anos, recebeu na manhã desta sexta-feira (11) o aviso de que não haveria aula no Ceinf Jardim Carioca, onde estuda Theo, de 2 anos. Sem tempo para se programar, ela acionou a babá que já costuma cuidar do filho.

“Foi uma surpresa pra mim e acredito que foi para qualquer mãe que precisa trabalhar para sustentar a casa e o filho”, afirmou Bruna. Ela disse que contar com uma babá de confiança facilitou a situação, mas destacou que nem sempre é possível conseguir ajuda quando o aviso chega em cima da hora.

Criança acompanha pai durante o expediente

O gerente de um hospital veterinário Bruno Andrade, 43 anos, precisou levar o filho Isaque, de 2 anos e meio, para o trabalho. O menino estuda em período integral, das 7h às 17h, na EMEI Emy Ishda, na região da Antônio Maria Coelho.

Bruno e a esposa, Lúcia, costumam se revezar nos cuidados com o filho. Ela trabalha durante a tarde e o começo da noite, enquanto ele fica responsável pelo menino nesse período. Como atua diretamente no atendimento e não pode trabalhar de casa, Bruno levou Isaque ao hospital.

Os colegas ajudam a cuidar da criança quando o gerente precisa atender alguma demanda. Em alguns momentos, porém, Bruno precisa interromper o trabalho e permanecer com o filho na sala para evitar que ele corra atrás de algum paciente.

Além de Isaque, Bruno é pai de Sara Rebeca, de 7 anos, aluna da Escola Municipal Danda Nunes. As comunicações sobre a suspensão chegaram em horários diferentes. A EMEI Emy Ishda informou ainda na noite de quinta-feira (10) que estava alagada e não receberia alunos na sexta-feira. Já a Escola Municipal Danda Nunes comunicou durante a manhã que não haveria aula no período da tarde.

Uma creche particular próxima da casa da família também seria uma alternativa, mas informou que não funcionaria à tarde, seguindo orientação recebida da Defesa Civil.

Falta de energia afeta busca pelos alunos

O mestrando Reinaldo Rios, 35 anos, também precisou reorganizar a rotina por causa da tempestade. O filho dele, Calebe, de 8 anos, estuda no terceiro ano de um colégio particular na região da TV Morena.

Durante a tempestade, o menino contou ao pai que houve oscilação de energia na escola e que vários colegas ficaram assustados. Como o sistema de som não funcionava, os pais precisaram entrar nas salas para buscar os filhos.

Na sexta-feira (11), Calebe ficou sem aula. A região onde a família mora, no Jardim Paulista, seguia sem energia desde aproximadamente 18h de quinta-feira, justamente no horário em que a tempestade atingiu a cidade.

Reinaldo relatou preocupação com a necessidade de conciliar a falta de energia, o trabalho e os cuidados com a criança. Segundo ele, a família conta com a ajuda da avó, mas nem todos têm alguém disponível para esse apoio. Um lar de idosos localizado ao lado da residência também permanecia sem energia, sem previsão de retorno naquele momento.

Texto produzido pela Redação Casa com Ideia com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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