SÃO PAULO — O Superior Tribunal de Justiça rejeitou, na 4ª feira (23.set.2026), o habeas corpus apresentado pela defesa de Milton Leite, ex-vereador e ex-presidente da Câmara Municipal de São Paulo. Com a decisão, permanece a prisão temporária determinada durante uma operação da Polícia Civil de São Paulo.
O ministro Rogério Schietti avaliou que não há, neste momento, ilegalidade na prisão que justifique a intervenção do STJ. Segundo a decisão, o tribunal só pode examinar diretamente o pedido depois que o Tribunal de Justiça de São Paulo analisar o caso de forma colegiada.
A prisão ocorreu no contexto da operação Vectura Corrupta, que investiga a infiltração do Primeiro Comando da Capital no poder público e no sistema de transporte coletivo da capital paulista. A 3ª fase da operação foi deflagrada em 17 de setembro. As autoridades apuram o controle financeiro e operacional da facção sobre 12 empresas de ônibus e suspeitas de fraudes em licitações.
Leite se apresentou à polícia em 18 de setembro. Antes disso, chegou a ser tratado pelas autoridades como foragido, mas afirmou publicamente que não estava fugindo e que se entregaria 24 horas depois.
Após a operação, o ex-vereador negou qualquer vínculo com o PCC e disse desconhecer integrantes da facção. Ele também rejeitou a existência de irregularidades na relação mantida com empresas de ônibus. “Nega veementemente”, afirmou ao negar relação com o grupo criminoso.







