CAMPO GRANDE — O gosto pelo rock virou nome e identidade para um negócio de cachorro-quente criado por Valdemir Júnior, de 39 anos. Fã de System of a Down, ele batizou o empreendimento de Sistem of a Dog e passou a vender os lanches em feiras e eventos de Campo Grande.
A atividade começou há cerca de três meses, depois que o engenheiro ficou desempregado no início de 2026. Em vez de procurar outro emprego com carteira assinada, Valdemir decidiu retomar um projeto iniciado em 2016, quando ainda trabalhava nos Correios e vendia cachorro-quente como complemento de renda.
Na primeira tentativa, o negócio funcionou por dois meses e foi interrompido. Em 2019, ele pediu desligamento dos Correios para trabalhar na área de formação. A ideia de empreender na gastronomia, no entanto, continuou presente até a perda do emprego.
“Fiquei desempregado e falei: ‘Não vou mais voltar para a CLT. Acho que vou voltar naquele projeto lá de 2016 para ver se dá certo’”, recorda Valdemir.
Um nome ligado ao rock
Na retomada, o empreendedor buscou um nome que tivesse relação com sua personalidade. A primeira ideia foi Sleepy Dog, mas ele concluiu que a opção não combinava tanto com a proposta. A alternativa inspirada em System of a Down acabou escolhida.
Além do nome do negócio, a música também aparece nos produtos. O Sistem Dog é a base do cardápio, com versões simples e dupla, que custam R$ 13 e R$ 15. Os lanches levam molho artesanal, salsicha, muçarela, milho, vinagrete e batata palha. Com purê de batata, os preços passam para R$ 15 e R$ 17.
O cardápio ainda tem combinações com bacon, Catupiry, cheddar e costela desfiada. O Bacon Dog custa a partir de R$ 18. Já as opções com bacon e Catupiry variam de R$ 20 a R$ 22. O Costela Cheddar Dog sai por R$ 24 na versão simples e R$ 26 na dupla. O Costela Purê Dog custa R$ 25 ou R$ 27.
O molho artesanal está presente nas diferentes versões. Também é possível adicionar ingredientes como salsicha, muçarela, bacon, purê de batata, costela desfiada, Catupiry e cheddar. Os adicionais variam de R$ 2 a R$ 6.
Antes de escolher o cachorro-quente, Valdemir observou os produtos mais comuns nos eventos. Na avaliação dele, pastéis e espetinhos já tinham presença consolidada, enquanto havia espaço para o hot dog.
Os primeiros compromissos da nova fase foram eventos em condomínios. Depois, o negócio passou a participar de feiras maiores, incluindo encontros culturais, de economia criativa e feiras livres em bairros de Campo Grande.
“Eu queria empreender em alguma coisa na gastronomia”, afirma Valdemir. A agenda do Sistem of a Dog é divulgada no Instagram, pelo perfil @sistemofadog_cg.








