A Secretaria Municipal de Saúde (Sesau) reforçou as orientações para moradores identificarem visitas domiciliares oficiais após uma idosa denunciar um golpe. Um casal teria se apresentado como assistente social da pasta, fotografado documentos e contratado um empréstimo no nome dela.
Agentes comunitários de saúde fazem visitas no âmbito da Estratégia de Saúde da Família. Médicos, enfermeiros, técnicos de enfermagem, odontólogos, assistentes sociais e outros integrantes da equipe multiprofissional também podem atender moradores em casa.
Segundo a Sesau, os atendimentos são planejados previamente, conforme a agenda e a rotina das equipes. Durante a visita, os profissionais devem usar crachá e uniforme com identificação da Secretaria Municipal de Saúde.
O alerta principal envolve documentos e dados pessoais. A secretaria afirma que não solicita fotografias, acesso a links nem o envio de documentos ou informações pessoais por meios não oficiais. Também orienta o morador a desconfiar de pedidos de dinheiro ou de qualquer procedimento fora da rotina de atendimento.
A recomendação é não fornecer informações pessoais, não acessar links enviados por supostos profissionais e não entregar documentos ou dinheiro. Em caso de suspeita, o morador deve registrar um boletim de ocorrência.
Como confirmar a visita
Quem tiver dúvida pode procurar a unidade de saúde de referência antes de fornecer informações ou permitir procedimentos que não reconheça como parte do atendimento. A Sesau também indica os canais oficiais da Ouvidoria para confirmar visitas e atendimentos.
A secretaria informou que, até o momento, não tinha conhecimento dos casos relatados. Depois de receber as informações, afirmou que reforçará as orientações de segurança junto às equipes.
O caso que motivou o alerta é investigado pela Polícia Civil como estelionato contra idoso. Conforme o registro policial, o casal esteve na casa da vítima, na Vila Almeida, e disse ser formado por assistentes sociais ligados à Sesau. Os suspeitos teriam afirmado que precisavam fazer um cadastro para viabilizar atendimento médico ao neto dela, uma criança de 10 anos com TEA.
A visita teria durado mais de duas horas. Depois de fotografar a idosa e os documentos, o casal teria usado a conta GOV.BR para contratar um empréstimo de R$ 21,4 mil em nome dela.








