CAMPO GRANDE — Marcela, de 11 meses, recebeu alta hospitalar em 30 de setembro, onze dias depois de se afogar na piscina de casa. A bebê enfrentou um afogamento grau 6, considerado o estágio mais grave da classificação, e deixou o Hospital da Unimed sem sequelas.
A alta foi marcada por uma comemoração preparada pela equipe do hospital. A família acompanhou a saída da menina, que voltou para casa usando um laço no cabelo, já comendo e brincando.
Internação na terapia intensiva
O acidente aconteceu em um sábado, quando a pediatra e neonatologista Louise Zangari estava em casa com os quatro filhos. O marido trabalhava naquele dia. Segundo a mãe, as portas estavam fechadas, especialmente a que dava acesso à área da piscina.
Por volta das 9h, Louise foi até a sala de televisão para usar o computador e pediu ao filho mais velho, de 8 anos, que acompanhasse a irmã caçula enquanto ela terminava uma tarefa. Marcela conseguiu chegar à piscina. A mãe percebeu a queda e levou a menina imediatamente ao hospital.
Marcela foi encaminhada ao CTI do Hospital da Unimed em 19 de setembro, em estado grave. Ela ficou intubada entre os dias 19 e 26 de setembro e passou por monitorização cerebral contínua.
Nas primeiras 24 horas, a bebê também foi submetida ao procedimento descrito pela mãe como hipotermia protetora. Durante a internação, passou ainda por uma cirurgia neurológica para a colocação de uma DVE, a derivação ventricular externa. O dispositivo permitiu a drenagem do líquor e o acompanhamento da pressão dentro do crânio.
A menina permaneceu com suporte respiratório por sete dias. Quatro dias depois da retirada da intubação, em 30 de setembro, recebeu alta.
Para Louise, que trabalha com crianças e recém-nascidos, acompanhar a própria filha no CTI tornou a situação ainda mais difícil. “Ela é um testemunho vivo dos milagres de Deus”, afirmou a mãe.







