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Rússia transfere operações de Nestlé e empresas francesas para nova gestão

Decreto de Vladimir Putin atinge negócios da Nestlé, Auchan, Lemana Pro e FM Logistic; França pede reversão da medida.

Rússia transfere operações de Nestlé e empresas francesas para nova gestão

O governo francês pediu nesta sexta-feira (18) que a Rússia reverta o decreto que colocou sob administração provisória as operações russas de empresas europeias. A decisão transfere os negócios e ativos da Nestlé, da Auchan, da antiga Leroy Merlin — hoje chamada Lemana Pro — e das subsidiárias russas da FM Logistic para a LEV Management.

O decreto foi assinado pelo presidente Vladimir Putin e divulgado na noite de quinta-feira. O Kremlin defendeu a medida como uma resposta contra empresas de países considerados “não amistosos” por apoiarem a Ucrânia. A decisão faz parte da reação de Moscou às sanções econômicas impostas pelo Ocidente após o início da guerra na Ucrânia, em fevereiro de 2022.

Em comunicado conjunto, os ministérios franceses das Relações Exteriores e da Economia afirmaram que a França “denuncia a decisão injustificada” e mantém contato com as empresas afetadas. O governo também pediu às autoridades russas que revoguem a medida.

A Nestlé informou que pretende “tomar todas as medidas necessárias para proteger seus direitos e garantir a continuidade das operações”. A filial russa da Auchan disse que solicitou esclarecimentos às autoridades sobre o decreto.

Impacto para as empresas

A Rússia representa pouco mais de 1% das vendas globais da Nestlé, ante quase 2% antes da guerra, segundo Jean-Philippe Bertschy, analista do banco suíço Vontobel.

A Auchan está entre os principais varejistas do país. De acordo com dados da empresa, a operação russa reúne 241 lojas, incluindo 62 hipermercados, e mais de 33.000 funcionários.

A transferência ocorre em meio ao endurecimento das regras russas para a saída de companhias ocidentais. Desde a invasão da Ucrânia, muitas empresas venderam seus negócios no país ou reduziram as operações por causa das restrições comerciais e financeiras. As autoridades passaram a exigir autorização presidencial para determinadas transações e, em alguns casos, assumiram diretamente ativos estrangeiros.

Em 2023, a Rússia também assumiu o controle dos ativos da francesa Danone no país. Posteriormente, esses ativos foram vendidos a um sobrinho do líder checheno Ramzan Kadyrov.

Texto produzido pela Redação Casa com Ideia com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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