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Rio da Prata volta a secar em Jardim, e causas seguem investigadas

Mais de 200 peixes foram resgatados em setembro; inquérito civil acompanha a crise hídrica desde julho de 2024.

Rio da Prata volta a secar em Jardim, e causas seguem investigadas

Trechos do Rio da Prata ficaram sem fluxo de água pelo terceiro ano consecutivo, deixando peixes presos em poças isoladas. Mais de 200 animais foram retirados em setembro e levados para pontos do rio com melhores condições de sobrevivência.

A origem da crise hídrica ainda não foi definida. O Ministério Público de Mato Grosso do Sul mantém, desde julho de 2024, um inquérito civil conduzido pela 1ª Promotoria de Justiça de Jardim. O procedimento acompanha as condições ambientais do rio, o monitoramento da área e as ações do Instituto Guarda Mirim Ambiental (IGMA).

Situação registrada neste ano

Os sinais de agravamento foram identificados em 25 de agosto, quando a água deixou de passar sob a Ponte do Curê, na MS-178. Uma vistoria realizada dois dias depois encontrou cerca de 3 quilômetros de leito seco e peixes concentrados em poças.

Em 31 de agosto, o IGMA informou ao Ministério Público que a situação era crítica. O ofício registrou “interrupção severa do fluxo de água”, exposição prolongada do leito e trechos com até 5 quilômetros completamente secos. Também foi relatado risco para a fauna e a flora aquáticas.

Um novo monitoramento, feito em 4 de setembro, estimou em 4 quilômetros a extensão afetada. Como os peixes estavam reunidos em 3 poças, a equipe realizou a primeira operação de retirada do ano. Foram resgatados lambaris, piraputangas, cascudos, joaninhas e traíras.

Repetição do problema

Em 2025, aproximadamente 1.421 peixes foram realocados em um trecho de 7 quilômetros atingido pela falta de água. Em 2024, cerca de 6 quilômetros do curso d’água secaram durante a estiagem, também na região da Ponte do Curê. Na ocasião, peixes isolados em poças precisaram ser retirados, e o fluxo começou a voltar com as chuvas em novembro.

O Ministério Público informou nesta quinta-feira (10) que continuará fiscalizando as ações dos órgãos e entidades envolvidos na preservação do Rio da Prata e da fauna aquática. O órgão também aguarda novos relatórios e informações técnicas do IGMA.

O rio fica na região da Serra da Bodoquena, integra a Bacia do Rio Paraguai e atravessa uma área com presença de ecoturismo.

Texto produzido pela Redação Casa com Ideia com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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