FORTALEZA — A investigação sobre a morte de Isabelle Caracristi avançou com a prisão preventiva do namorado da estudante, João Munhoz Neto. O mandado foi cumprido no bairro Aldeota, em Fortaleza, e o celular dele foi apreendido para análise.
A Secretaria da Segurança Pública e Defesa Social do Ceará (SSPDS-CE) informou que a medida busca garantir a instrução criminal e a aplicação da lei penal. O caso é investigado sob a perspectiva de gênero pelo Grupo Especial de Investigação, formado por equipes da 2ª Delegacia de Polícia Civil da Capital, da 2ª Delegacia de Defesa da Mulher de Fortaleza e do Departamento de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP).
Exames periciais
Até terça-feira (22), a Perícia Forense do Ceará (Pefoce) havia produzido dez laudos periciais. Outros três estavam em fase de conclusão. A secretaria informou que os laudos de necropsia, toxicológico e de local de crime foram concluídos e disponibilizados à autoridade responsável antes do prazo legal aplicável.
O exame necroscópico apontou politraumatismo como causa da morte, com lesões compatíveis com o impacto contra o solo. A necropsia não constatou gravidez, e os exames laboratoriais tiveram resultado negativo para substâncias de interesse toxicológico.
Ainda estão em andamento análises complementares, incluindo a perícia de celulares, dispositivos eletrônicos e imagens de câmeras. O celular de Isabelle, além do aparelho e de um tablet da sogra, Sara Regina Alexandre Munhoz, também será periciado. A SSPDS-CE informou que essas atividades devem ser concluídas no prazo legal de 10 dias.
Depoimentos e local do caso
Além de João Munhoz Neto, outras sete pessoas haviam prestado depoimento até terça-feira (22). Novas oitivas foram marcadas para os próximos dias.
Isabelle, que tinha 22 anos, foi encontrada morta no pátio do condomínio onde morava com o namorado e familiares dele, no bairro Aldeota, em Fortaleza, no dia 13 de setembro. A perícia esteve no apartamento, no terraço e no local onde o corpo caiu na mesma noite da ocorrência. Equipes da Polícia Militar foram chamadas por funcionários do prédio.
A SSPDS-CE também informou que Isabelle foi reconhecida no próprio condomínio por pessoas que moravam no apartamento e apresentaram um documento de identificação da estudante.
As investigações continuam. O Tribunal de Justiça do Ceará informou que os procedimentos do Poder Judiciário relacionados ao caso tramitam em segredo de Justiça.








