A queda brusca de altitude durante um voo da flydubai expôs a tentativa de controlar a aeronave antes que passageiros dominassem o copiloto e permitissem o pouso de emergência em Tabuk, no noroeste da Arábia Saudita. O avião seguia para Tel Aviv com 174 pessoas, entre elas 166 israelenses.
O copiloto é acusado de esfaquear o comandante e tentar derrubar a aeronave. Segundo relatos de passageiros e autoridades israelenses, ele foi retirado da cabine depois que vários viajantes reagiram ao ataque. Dados do site Flightradar24 indicam que o avião passou de cerca de 34.000 pés para menos de 17.000 pés em um minuto, uma redução de mais de 4.000 metros.
Investigação e versões apresentadas
Os Emirados Árabes Unidos anunciaram, nesta quinta-feira (1º), uma investigação para apurar se o episódio pode estar relacionado a uma atividade ou tentativa terrorista. O trabalho será feito em coordenação com a Autoridade Geral de Aviação Civil e outros órgãos competentes, conforme informou a agência oficial WAM ao citar o procurador-geral do país.
O Ministério do Interior saudita informou que o copiloto foi levado para os Emirados Árabes Unidos na manhã desta quinta-feira, acompanhado por uma equipe de segurança emiradense. As primeiras investigações apontaram que ele atacou o capitão do avião.
Em Israel, o primeiro-ministro Benjamin Netanyahu afirmou que o copiloto havia passado por doutrinação islamista radical e que tinha intenções suicidas. As autoridades israelenses classificaram o caso como uma tentativa de ataque terrorista jihadista, com possíveis alvos nos Emirados e nos Acordos de Abraão, pacto firmado em 2020 para normalizar relações entre Israel e países árabes. Netanyahu também disse que o homem era cidadão de Omã e questionou como ele conseguiu trabalhar em um voo com destino a Israel.
A flydubai pediu que fossem evitadas especulações prematuras e afirmou que as razões do ocorrido ainda são desconhecidas. A companhia suspendeu os voos com origem e destino em Israel durante a investigação.
Passageiros recebem homenagens
Os viajantes foram recebidos como heróis em Israel e homenageados nas ruas, nas redes sociais e em programas de televisão. Benjamin Netanyahu os recebeu no aeroporto e destacou a ação dos passageiros e da tripulação.
Yaniv Hayoun, encanador que relatou ter expulsado o copiloto da cabine, receberá o Prêmio Presidencial de Heroísmo Cidadão ao lado de outros quatro passageiros. Entre os homenageados estão a mulher que teria dado o primeiro alerta, dois homens que ajudaram a dominar o copiloto e um dentista que prestou atendimento emergencial ao piloto.
O piloto indiano ficou ferido e foi hospitalizado na Arábia Saudita. A embaixada indiana nos Emirados Árabes Unidos informou que ele estava “em bom estado de saúde e se recuperando bem”. Após várias horas de espera, os passageiros seguiram para Tel Aviv em outro avião da flydubai.








