A operação do Gaeco, Grupo de Atuação Especial de Repressão ao Crime Organizado, sobrecarregou a estrutura da Polícia Civil usada para receber e processar os presos. A falta momentânea de efetivo afetou até o atendimento de uma ocorrência de trânsito com vítima fatal.
Conforme o registro policial, a equipe de plantão da Depac Cepol não conseguiu acompanhar um acidente na Avenida Costa Lima, no qual um motociclista morreu após bater contra uma árvore. A delegacia operava em capacidade máxima com a chegada simultânea dos custodiados da operação.
A perícia técnico-científica ficou responsável pelos exames e levantamentos no local. A ocorrência foi formalizada depois na delegacia. O documento atribui a ausência da equipe da Polícia Civil à “escassez momentânea de efetivo” provocada pela operação.
Licitação e agenda eleitoral
O Tribunal de Justiça de Mato Grosso do Sul prevê gastar R$ 352.942,92 com decoração natalina. A licitação foi publicada no Diário Oficial da Corte nesta sexta-feira (25). O valor é quase metade dos R$ 660 mil pagos pelo tribunal após descontos, dois anos atrás. Em 2024, a despesa com a decoração ficou perto de R$ 1,1 milhão.
A menos de 10 dias para as eleições, o governador Eduardo Riedel (PP), que é candidato à reeleição, não teve agendas de governo nem compromissos eleitorais nesta sexta-feira (25).
A Justiça Eleitoral de Mato Grosso do Sul mandou retirar publicações que associavam, por meio de inteligência artificial, o candidato ao Senado Vander Loubet (PT) ao personagem Dick Vigarista. A decisão é da juíza auxiliar da propaganda Mariel Cavalin dos Santos e envolve uma montagem que colocou o rosto do candidato no corpo do personagem de desenho animado.
Para a magistrada, a imagem buscava relacionar Vander Loubet a uma figura conhecida por trapaças, ultrapassando o limite de uma sátira política. O processo continua: o responsável pelas publicações poderá apresentar defesa, e o caso ainda seguirá para manifestação da Procuradoria Regional Eleitoral.
Transporte coletivo de Campo Grande
A negociação para a venda das empresas do Consórcio Guaicurus ainda depende da aprovação do Cade, o Conselho Administrativo de Defesa Econômica. A prefeita de Campo Grande, Adriane Lopes (PP), afirmou que a negociação ocorre entre particulares e que a Prefeitura não interfere nessa etapa.
“Segundo dados que nós temos, isso ainda não foi aprovado pelo Cade”, declarou a prefeita. O município deverá se manifestar quando receber uma proposta formal da empresa compradora ao poder concedente.
Mesmo com o acordo entre os empresários, a HP Mobilidade ainda não assumiu o controle do transporte coletivo de Campo Grande. Além da análise do Cade, a transferência depende da aprovação da Prefeitura e da apresentação de um plano de melhorias no serviço. Até a autorização, o sistema permanece sob administração da comissão interventora criada em junho.
Acordo contra assédio eleitoral
O Ministério Público do Trabalho em Mato Grosso do Sul firmou um Termo de Ajuste de Conduta com o Instituto Mirim de Campo Grande para prevenir assédio eleitoral no ambiente profissional.
O acordo proíbe coação, ameaça, intimidação e constrangimento para influenciar o voto de empregados, aprendizes e outras pessoas ligadas à instituição. Também impede a convocação para eventos político-ideológicos sob ameaça de prejuízos profissionais.
O Instituto Mirim deverá divulgar o documento aos trabalhadores e mantê-lo exposto por pelo menos 30 dias. O TAC prevê multa de R$ 2 mil por item descumprido, multiplicada pelo número de empregados, com valores dobrados em caso de reincidência. Órgãos trabalhistas e eleitorais poderão fiscalizar o cumprimento.








