Um novo vídeo registrou uma agressão contra um cachorro no mesmo hotel para animais de Bonito (MS) que apareceu em uma gravação divulgada no fim de semana. As imagens mostram uma monitora segurando um cão branco pelas orelhas, deixando-o cair de uma plataforma, puxando-o pelo pescoço e dando um tapa na região lombar enquanto coloca um adereço colorido no animal.
A gravação não teve a data informada e acumulava 1,1 milhão de visualizações até a publicação do conteúdo. O vídeo foi compartilhado por influenciadores ligados à causa animal, entre eles o delegado paulista Bruno Lima.
Nas imagens, a monitora aparece com os cabelos presos em um coque e usa uma camiseta com identificação profissional. O telefone estampado no uniforme corresponde ao contato divulgado pelo hotel.
A gravação começa quando a mulher segura o cachorro pelas orelhas e coloca um adereço colorido em seu pescoço. O animal perde o equilíbrio e cai da plataforma de madeira. Durante a queda, ela o segura por uma das patas dianteiras. Depois que o cão volta a ficar em pé, a monitora o puxa pelo pescoço para que suba novamente na estrutura e, em seguida, dá um tapa em sua lombar.
Caso anterior
O primeiro vídeo veio a público no sábado (3). A gravação mostrava uma mulher segurando e atingindo outro cachorro na área externa do hotel, enquanto outros animais estavam próximos. O cão morreu depois do episódio.
Na ocasião, Ana Carla Leite, responsável pelo estabelecimento, disse que tentou separar uma briga entre os animais. Ela também afirmou que o cachorro entendia apenas comandos em alemão.
Após o novo vídeo, Ana Carla foi procurada por telefone e respondeu por mensagem de texto. Ela afirmou que os fatos estão sendo apurados e declarou: “No momento oportuno, todos os esclarecimentos serão apresentados de forma responsável, transparente e com os elementos necessários”.
Em outra manifestação, a monitora disse que os vídeos foram divulgados com versões distorcidas, usando trechos isolados para construir uma narrativa que, segundo ela, não corresponde à realidade. Também pediu responsabilidade, cautela e respeito à apuração, além de criticar julgamentos antecipados baseados apenas em vídeos recortados ou interpretações parciais.







