SÃO LEOPOLDO — O Ministério Público do Rio Grande do Sul (MPRS) denunciou cinco pessoas por crimes relacionados a um esquema de corrupção na segurança pública de São Leopoldo, no Vale do Sinos. Entre os acusados está um agente da Polícia Civil, apontado como integrante de uma articulação com grupos criminosos locais.
A denúncia afirma que o policial retirou da custódia oficial da Delegacia de Polícia um aparelho celular de última geração. De acordo com as investigações, o objetivo era impedir o acesso da perícia a conversas, registros e mensagens que poderiam comprovar a atuação de uma facção criminosa.
Além do furto do aparelho, o inquérito aponta que o agente mantinha uma relação estável com outros quatro investigados. Nesse grupo, ele teria atuado como informante, repassando alertas prévios sobre operações policiais.
A acusação também envolve fraude processual. Segundo o MPRS, os denunciados teriam articulado alterações em documentos e em elementos materiais para enganar peritos e magistrados. A ação buscaria favorecer comparsas e evitar prisões em flagrante.
Medidas solicitadas
Diante dos fatos investigados, o MPRS pediu medidas cautelares, entre elas o afastamento imediato do policial de suas funções. A solicitação inclui a retenção da arma, do distintivo e da carteira funcional do agente.
O material reunido foi encaminhado à Corregedoria-Geral da Polícia Civil (Cogepol), responsável pela abertura de um Processo Administrativo Disciplinar (PAD). O procedimento terá como foco a demissão do servidor.
Se condenados, os réus poderão receber penas que ultrapassam 15 anos de reclusão pelos crimes de associação ao tráfico, fraude processual e furto qualificado.







