AQU行DAUANA — O Ministério Público de Mato Grosso do Sul abriu dois inquéritos civis para investigar as origens e as possíveis responsabilidades por incêndios que atingiram áreas protegidas em Aquidauana. As ocorrências destruíram 1.045,27 hectares em propriedades rurais e no Parque Estadual do Pantanal do Rio Negro.
Os focos foram identificados pelo Núcleo de Geoprocessamento (Nageo), por meio do Programa Pantanal em Alerta. A ferramenta detectou o primeiro incêndio em 16 de outubro e o segundo em 3 de dezembro de 2025. As ocorrências foram confirmadas em vistorias presenciais.
Um dos procedimentos apura o fogo que atingiu 246,71 hectares em uma fazenda. O outro investiga um incêndio que alcançou 798,56 hectares de vegetação nativa em outra propriedade rural e também no parque estadual.
O que será investigado
Os inquéritos são conduzidos pela promotora Angélica de Andrade Arruda, da 1ª Promotoria de Justiça de Aquidauana. Além de buscar esclarecer como os incêndios começaram, o Ministério Público vai verificar se foram cumpridas as medidas de prevenção e combate a incêndios florestais previstas na legislação ambiental.
A promotora afirmou que a apuração deve identificar eventuais responsabilidades, avaliar a extensão dos danos ambientais e fortalecer as ações de prevenção e combate ao fogo em áreas sensíveis do Pantanal.
“A apuração dos fatos é necessária para identificar eventuais responsabilidades, avaliar a extensão dos danos ambientais e fortalecer as medidas de prevenção e combate aos incêndios florestais, especialmente em áreas sensíveis do Pantanal”, destacou Angélica de Andrade Arruda.
O Programa Pantanal em Alerta usa informações geoespaciais e imagens de satélite para identificar focos de incêndio. A ferramenta também apoia ações de prevenção, fiscalização e responsabilização ambiental no bioma Pantanal.







