CAMPO GRANDE — O motorista do ônibus que atropelou e matou Davi Bruno, de 10 anos, foi afastado das atividades após o acidente ocorrido na tarde de segunda-feira (21). O Consórcio Guaicurus, responsável pelo transporte coletivo da Capital, informou que o condutor recebe apoio psicológico enquanto aguarda a perícia técnica.
Em nota divulgada nesta quarta-feira (23), o consórcio afirmou que uma equipe de intervenção presta assistência à família do menino. A empresa também disse que espera o resultado da perícia para esclarecer as circunstâncias do atropelamento.
“O motorista também está recebendo apoio, tendo em vista que é um fato traumático para o mesmo”, informou o Consórcio Guaicurus. Segundo a empresa, o afastamento ocorreu em razão do abalo psicológico.
Acidente e investigação
O atropelamento aconteceu na Rua Sagarana, no Bairro Zé Pereira. Davi estava de bicicleta e foi atingido pelo coletivo. O Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) levou a criança em estado gravíssimo, com laceração grave na perna e perfuração no pulmão, mas ela não resistiu aos ferimentos.
O motorista permaneceu no local, prestou informações e passou pelo teste do bafômetro, que não indicou consumo de álcool. O caso foi registrado e é investigado pela Polícia Civil, com apoio da perícia técnica e análise de imagens de câmeras de segurança.
De acordo com Marinalva Velasquez, mãe do garoto, Davi havia retornado à escola para se despedir de um amigo que iria se mudar. Ele já tinha deixado a unidade de ensino, mas voltou para dar um último abraço no colega quando foi atropelado.
A Escola Municipal Desembargador Carlos Garcia de Queiroz, onde o menino estudava, publicou uma nota de pesar. A instituição afirmou que Davi será lembrado pela “alegria, dedicação e brilho” no cotidiano escolar.








