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Moradores de Campo Grande dividem gerador para conservar alimentos após temporal

Sem energia desde quinta-feira (10), vizinhos compartilham equipamento alugado enquanto empresas registram alta procura por geradores.

Moradores de Campo Grande dividem gerador para conservar alimentos após temporal

Moradores do Bairro Taveirópolis estão compartilhando um gerador alugado para manter geladeiras e freezers funcionando após a interrupção no fornecimento de energia. A região está sem luz desde as 17h de quinta-feira (10), e o equipamento circula entre as casas para reduzir perdas de alimentos e medicamentos.

Adriano Adames de Souza alugou o gerador por R$ 150 a diária e gastou cerca de R$ 100 com gasolina. Depois de passar a quinta-feira e a sexta sem energia e sem previsão de retorno, ele buscou o equipamento em uma chácara mantida por um conhecido.

Em sua casa, a prioridade foi preservar carnes, leite, frutas, verduras, requeijão e outros produtos armazenados na geladeira e no freezer. Como a capacidade do equipamento não permite ligar todos os aparelhos, o ar-condicionado e outros equipamentos ficaram desligados.

Na manhã deste sábado (12), depois de conseguir congelar novamente os alimentos, Adriano levou o gerador para a residência de outros moradores. A proposta é fazer o equipamento passar por diferentes casas antes da devolução.

Perdas e falta de equipamentos

O veterinário Victor Rodrigo Domingos Magalhães, vizinho de Adriano, também recorreu ao gerador. Parte dos medicamentos perecíveis, porém, já havia sido perdida. “Tenho medicações perecíveis que tiveram que ser descartadas, pois ficaram sem refrigeração”, relatou.

Comerciantes também buscaram alternativas. Marcelo Soubhie, proprietário do pet shop Outpet, afirmou que tentou alugar um gerador, mas não encontrou equipamento disponível. “Já fui atrás de gerador, eu não encontro”, disse.

A Energe Geradores, empresa que atua em Campo Grande desde 2005, recebeu 94 pedidos emergenciais desde o temporal, informou o proprietário Marcelo Trindade. A procura começou na quinta-feira, durante a tempestade, e avançou pela madrugada. Naquela noite, foram feitos 15 atendimentos. Neste sábado, até o momento da entrevista, a empresa havia recebido outros 20 pedidos.

As solicitações vieram de residências, lanchonetes, hotéis, hospitais, lojas, propriedades rurais, confinamentos de gado, indústrias e usinas. Nem todos os pedidos puderam ser atendidos, porque a operação depende da disponibilidade dos geradores e de equipes para transportar, descarregar e fazer as ligações.

Para residências e pequenos estabelecimentos, a diária de um gerador de 15 kVA fica em torno de R$ 1,5 mil. Em operações de grande porte, como indústrias e usinas, o preço pode chegar a R$ 20 mil por dia, conforme a demanda energética. A empresa trabalha com equipamentos de até 2.000 kVA.

Segundo Trindade, a procura provocada pelo temporal é diferente das locações programadas para interrupções de energia durante manutenções na rede. Ele também lembrou de uma situação semelhante em 15 de outubro de 2021. Naquele período, a empresa tinha dez geradores; hoje, possui 123.

Texto produzido pela Redação Casa com Ideia com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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