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Moradores de Campo Grande seguem sem energia três dias após temporal

Famílias relatam perdas de alimentos e medicamentos, falta de água e prejuízos ao trabalho remoto; Energisa diz ter restabelecido 97,4% do serviço.

Moradores de Campo Grande seguem sem energia três dias após temporal

Três dias depois do temporal que atingiu a cidade, moradores de diferentes bairros e do Assentamento Abelhinha ainda relatam falta de energia elétrica. As interrupções provocaram perda de alimentos, medicamentos que precisam de refrigeração e dificuldades para manter o trabalho remoto. Em algumas áreas, a falta de luz também comprometeu o abastecimento de água.

A Energisa informou que 97,4% dos clientes afetados já haviam recuperado o fornecimento até as 17h de sábado. Cerca de 800 profissionais participam dos reparos, com equipes de outras cidades de Mato Grosso do Sul e de Paraíba, Tocantins, Sergipe, Acre, Rondônia, Mato Grosso, São Paulo e Minas Gerais. A empresa não apresentou prazo específico para normalizar o serviço em cada bairro.

Relatos de moradores

No Jardim Itamaracá, uma moradora afirmou que a energia caiu durante a tempestade de quinta-feira (10), retornou por algumas horas e foi interrompida novamente na manhã de sexta-feira (11). Até domingo (13), o fornecimento ainda não tinha sido normalizado. Samara, de 27 anos, contou que precisou comprar gelo para conservar a água e tentar reduzir a perda de alimentos. Ela também relatou prejuízos para pessoas que trabalham em home office.

No Bairro Cruzeiro, moradores dizem estar sem energia desde as 5h de sexta-feira (11). As ligações para a concessionária, segundo um deles, são atendidas por uma gravação que informa a atuação de equipes, mas não indica quando o serviço será retomado.

No Residencial Pantanal, na região do Coronel Antonino, moradores da Rua Coronel Zózimo relataram mais de 12 horas sem luz após um curto-circuito no sábado (12). Já entre o Sírio-Libanês e o Jardim das Virtudes, o problema teria atingido aproximadamente seis quadras. Uma moradora afirmou estar sem eletricidade desde as 17h30 de quinta-feira, embora casas a menos de 50 metros já tivessem energia.

“Está desesperador, indo para o quarto dia sem luz”, disse Alessanara Soares. Ela relatou ter descartado alimentos perecíveis e feito reclamações por telefone, WhatsApp e outros canais, sem receber uma previsão de atendimento.

No Serraville, perto do Jardim Noroeste, pelo menos quatro residências da Rua Atuba estariam sem energia desde antes do período de chuva mais intensa. Um morador que afirma ter sido eletricista da concessionária disse que procurou a empresa várias vezes e chegou a considerar uma ligação clandestina. A prática é ilegal e pode causar choque, incêndio e morte.

Situação fora da área urbana

Cerca de 45 famílias do Assentamento Abelhinha, às margens da BR-040, também relatam falta de energia e de água. De acordo com Elen Beatriz, de 37 anos, a interrupção prejudica o abastecimento das pessoas e dos animais. Famílias afirmam ainda ter perdido insulina por falta de refrigeração.

O temporal provocou destelhamentos, quedas de muros e fachadas e derrubou árvores de grande porte. Parte delas atingiu veículos, imóveis, cabos e postes. A prefeitura mobilizou equipes para retirar os troncos e decretou estado de calamidade. As chuvas dos dias seguintes dificultaram os reparos.

A Energisa informou que 160 árvores já tinham sido removidas da rede elétrica até a divulgação do boletim. Jardim Noroeste, Centro, Vila Margarida, Jardim Itamaracá, Monte Castelo, Tiradentes, Vila Marli, Vila Planalto, Jardim São Conrado, Jardim Nhanhá e Novos Estados foram indicados pela empresa como as áreas mais afetadas. Os trabalhos continuariam durante a madrugada e até o atendimento de todos os consumidores.

Texto produzido pela Redação Casa com Ideia com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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