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Milton Leite ampliou influência política em São Paulo antes de ser preso

Ex-presidente da Câmara se aproximou de Doria, Covas, Nunes e Tarcísio durante sua trajetória no Executivo e no Legislativo municipal.

Hoje preso, Milton Leite inflou poder com Doria e ganhou apoio de Tarcísio
Foto: Reprodução

O ex-presidente da Câmara Municipal Milton Leite ampliou sua influência política na Prefeitura de São Paulo durante as gestões de João Doria, Bruno Covas e Ricardo Nunes. O ex-vereador também se aproximou do governador Tarcísio de Freitas antes de ser preso por uma suposta ligação com o PCC.

Milton Leite se entregou à polícia ontem, depois de ser considerado foragido. A prisão temporária foi decretada no âmbito da Operação Vectura Corrupta, da Polícia Civil, que teve outras 15 pessoas como alvos de mandados de prisão.

Relação com Doria e Covas

Vereador desde 1997, Milton Leite ganhou espaço no Executivo durante a gestão de João Doria, para quem fez campanha. Antes da vitória de Doria no primeiro turno, os dois caminharam juntos por Piraporinha, reduto eleitoral do então vereador.

Eleito presidente da Câmara em 2017, Milton Leite apoiou projetos do governo municipal, incluindo propostas do pacote de desestatizações. Entre elas estavam as concessões do Pacaembu, do Mercadão e de parques, além da privatização do Anhembi.

Durante ausências simultâneas de Doria e do então vice-prefeito Bruno Covas, o presidente do Legislativo chegou a assumir a Prefeitura. Em uma dessas ocasiões, permaneceu cinco dias no cargo e realizou ações na zona sul, região ligada à sua atuação eleitoral.

A aproximação continuou durante a gestão Covas. Em 2020, Milton Leite publicou uma mensagem de aniversário para o prefeito e afirmou: “Conte sempre comigo, meu amigo”.

Influência na gestão Nunes

Milton Leite participou da indicação de Ricardo Nunes para vice na chapa tucana. Quando Nunes assumiu a Prefeitura, em 2021, parlamentares avaliavam que a influência do presidente da Câmara havia aumentado.

Naquele ano, o vereador defendia a continuidade do programa da administração anterior. Um parlamentar também declarou que, sem o apoio do presidente da Câmara, nenhum governo conseguiria avançar com facilidade.

Em 2024, Milton Leite disputou a indicação para vice na chapa de Nunes, mas a vaga ficou com o coronel Mello Araújo, indicado por Jair Bolsonaro. Meses depois, o então vereador afirmou que sua relação com Nunes estava “péssima”. O prefeito disse ter sido surpreendido e que conversaria com ele.

Aproximação com Tarcísio

A relação com Tarcísio ganhou visibilidade enquanto Milton Leite presidia a Câmara. Em janeiro de 2024, os dois participaram de um evento na Vila Emir, na zona sul, onde o governador fez elogios ao então vereador.

Milton Leite também teve participação na aprovação da adesão de São Paulo à privatização da Sabesp, pauta do governo estadual. No início de abril de 2024, ele dizia que não havia votos suficientes e que não colocaria o projeto em votação enquanto houvesse resistência.

A tramitação avançou após a Operação Fim da Linha, deflagrada em 9 de abril contra empresas de ônibus suspeitas de ligação com o PCC. O governo do estado negou ter interferido, e Milton Leite negou ter sofrido pressão. Depois, ele mudou de posição e votou a favor do projeto, afirmando que o texto havia sido aprimorado e ampliava as contrapartidas para São Paulo.

Em 30 de agosto, Tarcísio participou do lançamento das campanhas de dois filhos de Leite: Milton Leite Filho, candidato à Câmara dos Deputados, e Alexandre Leite, candidato à Alesp.

Após a prisão, o governador classificou a relação com Milton Leite como institucional e ligada a projetos sobre mananciais, tratamento e saneamento básico na Billings e na Guarapiranga. Nunes afirmou ter “muito respeito pela história” do antigo aliado.

João Doria declarou que Milton Leite teve comportamento republicano durante o período em que presidiu a Câmara de São Paulo e não foi protagonista de conflitos com o Poder Executivo.

Texto produzido pela Redação Casa com Ideia com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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