O banco do Vaticano registrou lucro líquido de 51 milhões de euros (cerca de 317 milhões de reais) em seu último relatório anual, publicado em maio. O resultado coincide com a decisão do papa Leão XIV de encerrar os cortes salariais aplicados a cardeais e altos funcionários da Santa Sé.
A revogação foi determinada em um motu proprio, decreto pontifício publicado nesta segunda-feira (14), data em que o papa completa 71 anos. A medida começa a valer em 1º de setembro de 2026 e não terá efeito retroativo.
Percentuais definidos durante a pandemia
As reduções haviam sido estabelecidas por Francisco em março de 2021, como parte de uma política de austeridade. Os salários dos cardeais caíram 10%, enquanto os vencimentos dos altos funcionários dos dicastérios — os “ministérios” do Vaticano — tiveram redução de 8%.
No decreto, Leão XIV afirmou que as restrições foram “necessárias para enfrentar o desafio excepcional da pandemia”, mas que “podem agora ser superadas”. A medida havia sido adotada para aliviar as finanças da Santa Sé, afetadas pela crise sanitária e por um déficit crônico.
Estimativas indicam que um cardeal da Cúria, o governo central da Igreja Católica, recebe entre 4.500 e 5.000 euros por mês, o equivalente a cerca de 28 mil a 31 mil reais.
Arquivos da Biblioteca do Vaticano
Em outro documento divulgado nesta segunda-feira, Leão XIV também anulou um projeto de Francisco que previa levar parte dos arquivos da Biblioteca do Vaticano para fora dos muros do microEstado por falta de espaço.
No lugar da transferência, o pontífice escolheu construir um novo edifício dentro do Vaticano.








