FRANCA — O candidato à Presidência da República Renan Santos (Missão) afirmou nesta sexta-feira (25) que a tarifa imposta pelos Estados Unidos a produtos brasileiros está prejudicando o polo calçadista de Franca. Ele também criticou a família Bolsonaro e disse que seus integrantes comemoraram a medida.
Durante uma agenda de campanha, Renan relacionou a sobretaxa ao apoio eleitoral recebido pela família do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) no município nas duas últimas eleições. “Franca votou com muita força na família Bolsonaro nas últimas duas eleições”, declarou.
Segundo o candidato, os efeitos não se limitam aos calçados. Ele citou prejuízos para o setor de madeira do Paraná e para a área de pescados e congelados em regiões do Nordeste.
Críticas e propostas
Renan também atacou o adversário Flávio Bolsonaro (PL) e o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) ao tratar das terras raras, minerais usados na fabricação de ímãs, baterias e equipamentos eletrônicos. Na avaliação dele, Lula se posiciona a favor da China, enquanto Flávio Bolsonaro apoia os Estados Unidos.
A tarifa foi anunciada em julho de 2025 pelo presidente americano Donald Trump e passou a cobrar 50% sobre parte das mercadorias brasileiras exportadas para os Estados Unidos, incluindo calçados. Na comunicação da decisão, Trump mencionou o julgamento de Jair Bolsonaro no Supremo Tribunal Federal (STF).
Para responder à medida, Renan defendeu a aplicação de tarifas sobre produtos americanos e o uso das terras raras como instrumento de negociação. Ele afirmou que o Brasil deve buscar acordos com os Estados Unidos sem submissão.
O plano de governo apresentado pelo candidato prevê a reindustrialização do país. Entre as propostas estão ampliar investimentos públicos em infraestrutura, com foco em energia e estradas; mudar leis trabalhistas para facilitar contratações e demissões; reduzir despesas do governo para permitir a queda dos juros; e divulgar no exterior marcas brasileiras de produtos industrializados.
Renan esteve na Praça Nove de Julho, onde fica o Monumento ao Soldado Constitucionalista. A agenda previa passagens por Uberaba (MG) e Uberlândia (MG). Na quinta-feira (24), ele havia passado por Piracicaba (SP), São Carlos (SP) e Ribeirão Preto (SP).







