O ministro das Relações Exteriores da Rússia, Sergey Lavrov, voltou a criticar a expansão da Organização do Tratado do Atlântico Norte (Otan) durante a Assembleia Geral da ONU. Para ele, a aliança desrespeita o princípio da segurança igual e indivisível ao buscar a proteção de alguns países em detrimento de outros.
Na mesma ocasião, Lavrov apresentou a posição de Moscou sobre uma reforma do Conselho de Segurança. A Rússia apoia o aumento da representação da Ásia, da África e da América Latina no órgão, incluindo a criação de assentos permanentes para Brasil e Índia e uma presença africana maior.
Resistência a países ocidentais
O ministro afirmou que o governo russo não aceita novos assentos permanentes para alguns países ocidentais. Alemanha e Japão foram citados nominalmente, associados por Lavrov a uma trajetória de militarismo e revanchismo.
“A reforma não pode envolver nenhum assento adicional para o Ocidente, especialmente para Alemanha e Japão”, afirmou.
A declaração foi feita neste sábado, 26, na Assembleia Geral da ONU. A proposta russa combina a ampliação da participação de regiões como África, Ásia e América Latina com a rejeição à entrada de Alemanha e Japão como membros permanentes do Conselho de Segurança.







