A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) registrou, nesta segunda-feira (28), o Kyinsu, medicamento que reúne insulina icodeca e semaglutida em uma dose fixa. A aplicação é feita uma vez por semana, por injeção sob a pele na coxa, no braço ou na barriga.
O produto é indicado para adultos com diabetes mellitus tipo 2 que não apresentam controle suficiente da doença com insulina basal ou agonistas do receptor do peptídeo semelhante ao glucagon (GLP-1). A indicação prevê o uso como complemento de dieta e exercícios, além de medicamentos antidiabéticos orais.
Seis apresentações
A resolução publicada pela Anvisa registra seis apresentações do Kyinsu. Duas delas têm 300 U de insulina icodeca e 0,86 mg de semaglutida em 0,43 ml de solução. Essas versões são fornecidas com um sistema aplicador; uma delas também vem com seis agulhas.
As quatro apresentações restantes têm 700 U/ml de insulina icodeca e 2 mg/ml de semaglutida. O medicamento é disponibilizado em cartuchos de 1 ml ou 1,5 ml, e algumas versões incluem nove agulhas.
Como funcionam os componentes
A insulina icodeca é descrita como o primeiro análogo de insulina desenvolvido para uso semanal. Ela foi criada para substituir as injeções diárias, tem ação mais prolongada e oferece eficácia glicêmica superior à insulina aplicada todos os dias.
A semaglutida simula a ação do hormônio GLP-1 no organismo. A substância foi desenvolvida originalmente para o tratamento do diabetes e ganhou popularidade pela eficácia na perda de peso.
O Kyinsu é o primeiro medicamento destinado à administração semanal a combinar uma dose fixa de insulina basal e um agonista do GLP-1. Segundo a Anvisa, ele representa uma alternativa terapêutica para pacientes que precisam intensificar o tratamento para obter maior controle da glicemia.








